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Diretora global da Toyota é presa no Japão

A diretora global de comunicação da Toyota, Julie Hamp, foi presa no Japão pela suspeita de enviar ao país comprimidos que contêm oxicodona, potente analgésico de uso controlado. A detenção ocorreu dois meses depois de sua nomeação para o cargo. De acordo com a imprensa japonesa, a polícia teria encontrado os remédios em pacote identificado com a inscrição “colares” enviado dos Estados Unidos e endereçados à executiva.
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Redação AB

19 jun 2015

1 minutos de leitura

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Julie Hamp foi nomeada diretora em abril como parte de um esforço da Toyota para quebrar o tabu de escolher apenas executivos do sexo masculino e japoneses ou descendentes. Ela é a mulher com o cargo mais alto dentro da companhia. A executiva mudou-se para Tóquio recentemente e estava hospedada em um hotel. A oxicodona é uma substância viciante e só pode ser usada com prescrição médica tanto nos Estados Unidos como no Japão, onde precisaria da aprovação do ministério da saúde para ter entrado.

A prisão de Julie causou grande desconforto na Toyota, que se esforça para controlar o desgaste à imagem da empresa que pode ser provocado pela situação. A montadora chegou a cancelar o evento de lançamento de uma nova linha de motores diesel para evitar o assunto. Em comunicado oficial o presidente da companhia, Akio Toyoda, desculpou-se pelo incidente e afirmou acreditar que Julie não tinha a intenção de contrariar as leis japonesas.

Pela quantidade de pílulas ela pode enfrentar anos de prisão, seguidos de deportação.