A maioria dos 210 mil proprietários já inscritos no programa quer a recompra, informa em entrevista a advogada que requereu o processo, Elizabeth Cabreser. Os proprietários que têm carros envolvidos no dieselgate, como ficou conhecido o escândalo sobre a instalação de software capaz de fraudar as emissões, têm até setembro de 2018 para optar pela recompra.
Embora a Volkswagen ainda não tenha um procedimento de conserto e/ou modificação (recall) aprovado pelo governo para qualquer um dos modelos envolvidos, a advogada acredita que os motoristas poderiam reavaliar sua escolha se um programa de recall já estivesse disponível.
Comprar os carros de volta é a opção mais cara para a VW, o que custaria pelo menos US$ 10 bilhões para os cofres da montadora nos Estados Unidos. Apesar disso, a opção ajudaria a empresa a cumprir com a sua obrigação de tirar 85% destes carros poluidores das estradas a fim de evitar novas multas. O primeiro de pelo menos 11 ajustes previstos para a correção do sistema deve ser anunciado em setembro, quando o dieselgate completará seu primeiro ano.