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Redação AB
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão ligado ao Ministério da Justiça, informou nesta quinta-feira, 17, que aplicou à Toyota e ao Grupo Caoa multas que juntas somam quase R$ 1,5 milhão, pela demora na convocação de recalls.
Segundo alega o DPDC, em 2010 a Toyota só realizou no Brasil campanha para verificação de aceleração involuntária do Corolla somente dois meses depois reclamações de consumidores. A marca japonesa enfrentou o mesmo problema no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos, mas sempre sustentou que não havia defeitos em seus carros vendidos no mercado brasileiro.
Após ser pressionada pela Justiça a convocar o recall – um juiz de Minas Gerais chegou a proibir a venda de automóveis Toyota no Estado durante alguns dias –, a montadora alegou que as supostas acelerações involuntárias seriam causadas pela falta de fixação de tapetes que não eram originais de fábrica, mas que chamaria os proprietários para orientação. Mesmo assim, não escapou da multa.
No caso do Grupo Caoa, foram aplicadas pelo DPDC duas multas por dois problemas diferentes envolvendo o utilitário esportivo Tribeca, da japonesa Subaru, que é importado exclusivamente pela empresa no Brasil. De acordo com o DPDC, o importador levou 60 dias para realizar o recall, em 2008, desde a ciência de defeito na suspensão traseira do veículo. A segunda ocorrência foi em 2009, desta vez no sistema eletrônico de estabilidade do modelo, e a campanha para conserto começou com 25 dias de atraso.
“Quando o fato envolve a saúde e segurança do consumidor, não pode haver demora. O Código de Defesa do Consumidor é absolutamente claro ao determinar que a comunicação deve ser imediata”, disse em nota a diretora do DPDC, Juliana Pereira.