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DPVAT: ruim com ele, pior sem ele

Antonio Penteado Mendonça, especialista no mercado de seguro, reconhece que o DPVAT, seguro obrigatório que os proprietários de veículos automotores de via terrestre pagam anualmente, no momento em que quitam o IPVA, não é perfeito. “Pode-se dizer, mesmo, que está longe disto. Que, em comparação com o que acontece na Europa, o Brasil está milhares de anos atrasado e que, por causa disso, a vítima de acidente de trânsito e seus beneficiários recebem muito pouco a título de indenização pelos danos sofridos.”
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18 fev 2009

2 minutos de leitura

Ele admite, no entanto, que o DPVAT é o seguro que nós temos e se é ruim com ele, fica muito pior sem ele. Para entender o argumento basta dizer que no ano de 2008 o DPVAT pagou pouco mais de 50 mil indenizações por morte. Fora as quase 230 mil indenizações pagas nas outras coberturas.

“É importante notar que o DPVAT é um seguro altamente democrático, que indeniza todas as vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de culpa do veículo envolvido e da posição da vítima, ou das vítimas, no acidente. Isto porque é indiferente o número de vítimas, todas geram a obrigação de indenizar e o seguro não se furta a ela, efetuando os pagamentos de forma bastante descomplicada, já que exige apenas a documentação mínima indispensável para fazer a prova do direito de receber a indenização” – afirma.

Para Penteado, durante muitos anos o ponto fraco do seguro foi a falta de transparência, mas ao longo dos últimos tempos, com a constituição da Seguradora Líder do Consórcio do DPVAT, esta falha gerencial começou a ser sanada.

Antonio Penteado Mendonça é especialista no mercado de seguro, advogado, sócio de Penteado Mendonça Advocacia, professor da FIA-FEA/USP e do PEC da Fundação Getúlio Vargas.