
A Magna, junto com o russo Sberbank, era o último pretendente a ficar com 55% da Opel, restando 35% para a GM e 10% para os trabalhadores.
A montadora norte-americana justificou a nova posição com a melhora do ambiente de negócios nos últimos meses e a importância da Opel e da unidade britânica Vauxhall para suas estratégias globais.
Durante as tentativas de entendimentos ficou claro que a transferência de tecnologia da Opel para a Rússia constituiria um obstáculo.
O website da GM traz comunicado sobre a decisão tomada pela cúpula de diretores e anuncia que a companhia iniciará a reestruturação das operações européias.
“Em breve apresentaremos um plano de reestruturação à Alemanha e outros governos” — diz no texto o Fritz Henderson, presidente e CEO da corporação norte-americana, admitindo que houve um desgaste considerável entre todos os envolvidos nas negociações.
O executivo agradeceu o esforço dedicado pela Magna e seu parceiro russo à tentativa de chegar a um acordo. Admitiu, ainda, a possibilidade de negociar diretamente com a GAZ para a modernização das operações da montadora russa.
A GM estima, em bases preliminares, que a reestruturação das operações na Europa pode envolver € 3 bilhões. A companhia assegura que sindicatos de trabalhadores estarão envolvidos nas negociações.