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É hora de alavancar a certificação de oficinas

A certificação de oficinas ainda é bastante tímida no Brasil, sobretudo se comparada à de fornecedoras para a indústria automobilística. Isso muito se deve à condição de voluntariedade, que reduz a certificação a um custo, embora seja investimento, que gera diminuição de desperdício, agilidade no processo e ganhos de produtividade, premissas para deixar de perder dinheiro.
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Redação AB

20 jun 2018

3 minutos de leitura

Mas as perspectivas são boas, uma vez que os gestores dos centros automotivos demonstram cada vez mais entender os benefícios da certificação – e o exemplo vem de fora das grandes capitais, onde se nota maior envolvimento dos empresários em iniciativas para a gestão da qualidade. Com mais orientação, certamente, muitas outras empresas de reparação de veículos irão se engajar.

É com essa expectativa que o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) e a Associação de Sindicatos da Indústria de Reparação de Veículos (Sindirepa Nacional) criaram o Programa de Incentivo à Qualidade (PIQ), cujo objetivo é justamente intensificar a certificação de oficinas independentes no País, de tal modo a alcançar 5 mil empresas certificadas em cinco anos.

O diferencial é a divulgação das certificações nos âmbitos público e privado – como órgãos governamentais, frotas, entidades de classe, empresas de seguro, montadoras e indústrias de autopeças, entre tantos outros segmentos – com o propósito de alavancar a demanda de serviços para as empresas que possuem a mais alta credencial no País, que é a certificação da qualidade Inmetro.

Para tanto, o IQA ouviu o pleito do Sindirepa Nacional: além de oferecer as ações de certificação, estabelecer forte comunicação em todo o País, com o envio de ofícios a instituições públicas e privadas. Ademais, criou condições de investimentos ainda mais atrativas para grupos de empresas, tirando do isolamento o empresário deste porte.

A recepção ao PIQ tem sido excelente, com a realização de eventos em todo o País e o engajamento de muitas oficinas. Alguns grupos já se formam em Estados, como Pernambuco e Pará, além de São Paulo, que iniciou a diplomação das primeiras certificações. Tal avanço tem sido possível graças ao apoio do Sindirepa Regional, vital para a divulgação do conceito de competitividade.

Na era dos aplicativos e serviços padronizados sem surpresas, as oficinas não podem mais conviver com o mundo analógico e sem credenciais que as elevem a patamares acreditados mundialmente. Não basta mais o empresário dizer que adota boas práticas. Ele precisa comprová-las por meio de órgão acreditado no País para transmitir a devida tranquilidade ao consumidor.

Em breve oportunidades em redes de negócios também surgirão e a linha de corte será a certificação, modelo já adotado pelas concessionárias junto às marcas representadas. Os editais de concorrência ainda deverão ampliar as exigências em função da evolução tecnológica dos veículos. É hora de se engajar para atingir métricas comprobatórias de qualidade e rumar seguro para os próximos tempos.


Luiz Sérgio Alvarenga é diretor executivo do Sindirepa Nacional