
Segundo o consultor, hoje boa parte das informações processadas no setor de RH das empresas estão descentralizadas. “De 30% a 40% dos dados estão arquivados em mais de um departamento”, estima. Para ele, a digitalização das informações dos empregadores exige, além de investimentos mínimos em tecnologia e recursos humanos, integração entre os departamentos jurídico, financeiro, fiscal, TI e segurança do trabalho.
Contudo, na visão do especialista, o governo não preparou as empresas brasileiras para essa evolução. A maioria não está pronta para atender as exigências do E-Social e sente dificuldade para se integrar ao mundo digital. “O caminho para o sucesso na implantação da ferramenta é cada empresa criar um grupo multidisciplinar envolvendo essas áreas na unificação correta de todos os dados”, aconselha Antonaglia. Segundo Antonaglia, após a publicação em 17 de julho de 2013, do Ato Declaratório Executivo da Receita Federal do Brasil, várias empresas procuraram a Ernst Young para implementar o programa. “Hoje essa demanda já representa 90% da nossa receita”, calcula.
De acordo com o cronograma do E-Social, a partir do segundo semestre de 2015 todas as empresas brasileiras serão obrigadas a cumprir o regulamento. “Estimamos de 4 a 6 meses para que todas possam concluir a migração dos dados”, calcula. Com essa medida em prática, o Fisco obterá muitas informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas e vai estruturar diversos meios para cruzar todos esses dados.
CONTRA FRAUDES
Além de unificar os envios de informações do empregador, o E-Social promete transformar as relações trabalhistas no Brasil. A novidade vai simplificar o cumprimento das obrigações principais e acessórias para redução de custos e da informalidade. O programa também tem com objetivo garantir os direitos trabalhistas e previdenciários e aprimorar a qualidade de informações da seguridade social. E claro, aumentar a arrecadação ao reduzir inadimplência, sonegação, erros e fraudes.