
Das quatro novidades (EA-6106, UltraShift PLUS PV, UltraShift PLUS MHD e Procision), as três primeiras são desenvolvidas e produzidas na planta do interior paulista.
“Automatizar as trocas de marcha é um caminho que não tem volta e essa é uma tendência porque no final o que conta é a economia, o frotista vai fazer as contas”, afirma Amaury Rossi, diretor de negócios para caminhões e ônibus da Eaton. Ele aponta que embora as transmissões automatizadas sejam mais caras do que as manuais, sua tecnologia permite maior economia de combustível. Rossi cita ainda que dados de algumas montadoras mostram que até 50% de seus veículos semipesados já utilizam a tecnologia automatizada.
“Nossa aposta nessa migração também é grande nas outras categorias, inclusive leves. Espero para o próximo Experience já ter uma boa lista de veículos das montadoras A, B e C com transmissão automatizada Eaton”, enfatiza.
OS PRODUTOS
O câmbio EA-6106, transmissão automatizada de seis velocidades e que atende caminhões na faixa de 3,5 até 13 toneladas de PBT, além de micro-ônibus, foi totalmente desenvolvida pela equipe de engenheiros do centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa em Valinhos, que é responsável global por projetos de transmissões para veículos comerciais leves, incluindo picapes. A unidade atende ainda as outras três fábricas da empresa no Brasil – Mogi Mirim, São José dos Campos (SP) e Caxias do Sul (RS) – e é um dos 18 centros que a companhia tem no mundo.
O modelo UltraShift PLUS PV de seis velocidades, também desenhado pela mesma equipe brasileira, é indicado para ônibus urbanos de 12 a 17 toneladas.
Já a Ultra Shift Plus MHD é conhecida do mercado como Torqshift: desenvolvido em parceria com a Ford e Cummins, o modelo automatizado de 10 velocidades chegou ao mercado em março nos modelos Ford Cargo (leia aqui) e que agora está disponível no portfólio da Eaton para aplicações em caminhões médios e semipesados, dos quais rodoviários 6×2 e 8×2 e os fora-de-estrada e vocacionais 6×4 e 8×4 como betoneiras, basculantes e canavieiros.
“Acredito que em até três anos teremos lançado no mercado todas as três opções que serão produzidas aqui em Valinhos”, afirma o gerente de desenvolvimento de mercado e planejamento de produto Eaton para a América do Sul, Marcos Janasi. Ele acrescenta que já tem empresas interessadas nas novidades e que uma parte delas está em fase de testes por parte dos clientes. “O primeiro lançamento deve chegar em um ano, um ano e meio”, projeta o executivo. Tudo indica que deva ser o vocacional 6×4 betoneira da Ford em 2017.
A transmissão Procision de dupla embreagem e sete velocidades, ainda que denominada como câmbio automatizado, tem características de um automático ao combinar duas embreagens – um controla as marchas ímpar e outro as pares. É indicado para aplicação em ônibus de 17 toneladas, tanto urbano quanto rodoviário. “A Procision é a tecnologia do futuro. Foi concebida nos Estados Unidos para combater as transmissões automáticas, uma vez que sua maior vantagem é a economia de combustível”, conta Janasi. Ele informa que no caso do dual clutch a estimativa mais próxima para sua chegada ao mercado brasileiro é 2020 e acrescenta que ainda não há planos de produção local, uma vez que isso só se justifica se a demanda interna exigir. Atualmente, a transmissão é utilizada nos EUA e fabricada na unidade da Eaton no México.
