A demanda por caminhões sofreu queda mais forte no primeiro trimestre do ano do que a esperada pela Eaton. Depois do tombo de 4,7% registrado no período, para 37,6 mil unidades, a companhia refez as projeções para o ano. A expectativa é de que o mercado caia 12%, para cerca de 150 mil unidades. A previsão inicial era de uma baixa menos expressiva, de 6%.
Os volumes fracos de produção do início do ano ficaram abaixo do programado pela empresa, que já programa ajustes na produção. “Estamos pensando em como fazer isso”, conta Ricardo Dantas, diretor de vendas e marketing. Dar férias coletivas, trabalhar um dia a menos na semana ou até mesmo demitir funcionários estão entre as possibilidades.
O executivo garante, no entanto, que a última opção é a menos provável, já que a expectativa é de que a produção volte a crescer nos próximos meses. “Percebemos um leve aumento das encomendas”, afirma.
Dantas também está otimista para o médio prazo e enxerga o Brasil como um mercado promissor. “Estamos desenvolvendo projetos com os nossos clientes que indicam um mercado forte nos próximos anos”, revela. O País já é uma das regiões mais importantes da companhia, só perdendo em faturamento para a América do Norte.
Para manter o equilíbrio da receita mesmo em períodos de encomendas fracas das montadoras, o executivo pretende apostar no aftermarket. “O mercado de reparação só cai quando a economia desacelera. Enquanto o País está aquecido, há demanda por transporte e, consequentemente, por reparação”, aponta.
