
“A automatização é uma tendência que chegou para ficar no Brasil, porque reduz o custo de operação dos veículos comerciais. A maioria dos caminhões pesados já é vendida com caixas automatizadas e agora a tecnologia começa a chegar também aos semipesados e médios”, explica Rossi. Segundo ele, existem boas perspectivas de ampliar o fornecimento de caixas robotizadas a partir de 2017, quando a Eaton estima crescimento de 8% a 10% nas vendas de caminhões no País.
Este ano a Eaton já conquistou um importante contrato com a Ford Caminhões, que desde março passado lançou em seis modelos Cargo pesados e semipesados as transmissões automatizadas de 10 velocidades Ultra Shift Plus MHD (batizada como Torqshift pela Ford). A caixa foi desenvolvida em parceria com a Ford e Cummins, que fornece os motores dos Cargo, e pode ser aplicada em caminhões rodoviários 6×2 e 8×2 e fora-de-estrada e vocacionais 6×4 e 8×4 como betoneiras, basculantes e canavieiros.
TRANSMISSÃO CONECTADA
A Eaton estuda trazer ao País o sistema IntelliConect, recém-lançado nos Estados Unidos e apresentado no Brasil pela primeira vez no último Congresso SAE, que conecta as transmissões automatizadas com o fabricante para diagnóstico remoto de possíveis falhas. Com base nas informações de cada falha, o sistema determina a severidade, indica as possíveis causas e gera recomendações enviadas ao usuário por meio de mensagens de texto no celular ou e-mail, conforme o cliente desejar. O IntelliConect alerta se o reparo precisa ser imediato ou por quanto tempo o veículo pode permanecer sem intervenção, além de identificar a localização do veículo para indicar a rede de assistência disponível na região. A Eaton informa, inclusive, qual a maneira adequada de fazer a manutenção. Toda a frota pode ser monitorada por meio de um portal na internet.
Nos Estados Unidos, a tecnologia já é utilizada em transmissões automatizadas como a Procision (de dupla embreagem e sete velocidades, ainda não fabricada no Brasil) e a UltraShift Plus. “Aqui ainda não temos previsão de quando poderemos introduzir o IntelliConnect”, informa Rossi.
Também está no radar, mas ainda sem prazo, a fabricação nacional Procision. “Por enquanto ainda não temos escala de produção suficiente, mas a intenção é sempre nacionalizar”, diz o executivo.