O pequeno SUV (Suve?) adensará a concorrência, alinhando-se ao seguido Eco, ao concorrente Renault Duster, e aos próximos Chevrolet Trax, Peugeot 2008. Válidas as informações de Takanobu Ito, número 1 da Honda mundial em entrevista à imprensa, virá dois anos após a troca da família Fit, em 2013.
A última volta do parafuso no fim de ciclo do Fit será versão aventureira. Sem alterações mecânicas, mas apenas de decoração, neste caminho aberto – com inequívoco brilho – pela Fiat.
Onde
Quando se fala em carro novo para o mercado brasileiro, no caso Honda, autoridades do governo sentem calafrios ante a possibilidade de a produção ocorrer apenas na fábrica recém-inaugurada em Celaya, México. O país, com articulado projeto industrial, se transformou em produtor especialista em exportações ao Brasil. Entretanto, o governo federal tem apertado as regras para provocar a industrialização no Brasil e limitado por cotas as exportações mexicanas. Assim, o onde fazer é dúvida. Há que se considerar a produção da plataforma no Brasil e a montagem em Campana, Argentina.
Ainda de Honda e Salão, pequenas alterações em Fit, City e Civic para marcar a modelia 2013.
Conceito Honda SUV pequeno.
Sai New Beetle, volta o Fusca
A Volkswagen decidiu assumir, com a pompa necessária, a distribuição do sucessor do New Beetle. Sua reformulação, comandada pelo designer chefe do grupo VW, o milanês Walter De Silva, e executada por Klaus Bischoff, encarregado da marca, usou a boa proposta nascida da ideia e do PC de J. Mays, hoje designer chefe da Ford e, então, na Volkswagen.
Para substituir o New Beetle a VW voltou às origens do mito e optou por tratá-lo de acordo com o nome que tornou o original conhecido. No Brasil Fusca, no México Vocho, Itália Coccinelle, USA Beetle…
A interpretação da reinterpretação dá conotação de atualidade. Do conjunto mecânico baseado no Golf 6, liderado pelo motor 2.0 com injeção direta, turbo, fazendo 200 cv, preso a transmissão mecânica com seis marchas e duas embreagens, a DSG, de funcionamento superior ao sistema dito automático. Na prática da performance, o super Fusca pode ir da imobilidade aos 100 km/h em 7,3 segundos e 210 km/h como velocidade final.
Entre os aprimoramentos em busca da estética cobrada pelos clientes de hoje, recuo do para brisas, maior inclinação, menor altura. Para dar ao usuário a impressão de carro esportivo, tem preto o revestimento do teto, passando a sensação de espaço menor, e o painel, ao contrário do espartano Fusquinha, possui instrumentação adicional incluindo marcador de pressão do turbo e temperatura do óleo do motor, inexistentes em veículos que utilizam a mesma motorização, como os VW Tiguan e Jetta.
Estará no Salão como das maiores atrações da VW, iniciando vendas em novembro. Preço? Não declarado.
Fusca, quase New New Beetle, no Salão. Vendas em novembro.
Roda-a-Roda
Perua? – A Volvo Cars inicia vender o V60, classificando-o Sportswagon. Motorização 2.0 e 3.0 turbo, respectivos 240 cv e 304 cv – este com tração nas quatro rodas. Decoração combina preto brilhante – agora chamado universalmente de Piano – e alumínio.
Paris – Cartão de visitas da indústria europeia, o Salão de Paris verá a nova família Panda Fiat. Versão tração nas duas rodas tem bloqueio eletrônico no ABS dos freios e diferencial autoblocante. Versão Natural Power com cabeçote TwinAir, exclusividade da marca, motor de 2 cilindros, 0,9 litro, 80 cv, a gás. Faz 30 km/litro e tem emissões de 86 g/km.
Aqui – Panda não virá, embora ideal ao país. Mas o Freemont terá transmissão de seis marchas no motor 4 cilindros, 2.4 e 170 cv. Melhora muito.
Caixa – Para reforçar o caixa da controladora PSA, seu braço de logística, a Gefco passará 75% de suas ações à JSC Russian Railways. Garantem o negócio dois contratos de longo prazo, com produtos PSA – Peugeot/Citroën e Opel. Transferência rendeu € 800 milhões e assegurou empregos.
Situação – A crise europeia é séria, exige vender ativos.
Racionalidade – A Volkswagen desembarca e distribui do Porto de Suape (PE) Jetta e Variant do México, Amarok, SpaceFox e Space Cross argentinos,para abastecer o mercado nordestino. A operação, provocada pelo Custo Brasil das más estradas, quer reduzir de 15 para 10 dias antes realizada no Sudeste.
Sahib Tata – Rattan Tata, o poderoso industrial de automóveis na Índia, depois de tentar desenvolver acordo com a Fiat para fazer picapes médias, e de negócios com o empresário Sérgio Habib, Citroën e JAC, marcou entendimento com o governador Antônio Anastasia, de Minas Gerais.
Ni Minas? – É, sô, uai. O estado tem o segundo parque industrial de peças automobilísticas, a mineirização montada por Cledorvino Belini, atual presidente da Fiat. Ter peças na porta, sem logística, sem estoque, era sonho e agora é mandatório para as montadoras. Que produto, entre caminhões e o micro Nano, o sr. Tata quer montar, desconhece-se.
Tecnologia – Desenvolvimento Xtronic sobre a transmissão continuamente variável, CVT, será mostrada pela Nissan no Salão do Automóvel. Ganhos com melhores respostas e redução de 15% no consumo em relação à anterior.
Segurança – Ampliando a aplicação de freios ABS e almofadas de ar em seus carros – uma determinação legal – estes sistemas chegaram aos Fox com motor 1.6. Custo contido para acabar com dúvidas, típicas do consumidor brasileiro: CD, estofamento em couro, ou segurança? R$ 1.000.
Rapidinha – A Renault está nomeando um novo tipo de concessionária, a Pro+, dirigida a frotistas e quem tem carro como ferramenta de trabalho. Primeira no Centro-Oeste não foi em Brasília, mas a Renauto, bom nome para revendedor Renault, em Goiânia.
Turbo – Agora que os turbocompressores deixaram de ser tratados como acessórios e se integraram aos projetos de motores para diminuir tamanho, peso, consumo e emissões, amplia-se a tecnologia.
Quente – Os da Ford, chamados Booster, e chegarão ao Brasil com o Fusion, permitem desligar o motor imediatamente, sem necessidade de marcha lenta por um minuto para equilibrar temperatura, como usualmente ocorre.
Razão – Os boys xarope, donos de Gol 1.0 16V turbo, não tinham tempo para isto, e a falta da pausa para resfriar acabava com o acessório – e acabou com a versão.
Solução – Mercado é mercado e não tem nacionalidade nem religião. Daí a Tuper, de escapamentos, iniciou vender no mercado de reposição para Citroën, Peugeot, Fiat, Ford, Nissan, Hyundai, Kia. Saber se tem para seu carro?
(www.tuperescapamentos.com.br).
Mão de obra – Preocupada com a diminuição dos talentos para serviços em carroceria – somem os artistas, aumentam os trocadores de latas – a Renault fechou parceria com o Cesvi Brasil para série de cursos. É o único centro focado em segurança viária e reparação de veículos.
Relação – Ford e VW receberam prêmios de melhor comunicação com jornalistas. No caso da Ford, continuidade de décadas de bom serviço. Na Volkswagen atestado de que as coisas mudaram.
Razões – Antes de André Senador, diretor da área, a marca sofreu tempos de empáfia e ineficiência. A relação com os jornalistas era tão ruim que a matriz alemã mandou fazer pesquisa e, após, limpou a área.
Ampliação – Para fechar espaços à penetração de marcas chinesas, a Volvo de caminhões expande atuação na América Latina – também quer vender suas outras três marcas: UD, Mack e Renault.
Bom de roda – Márcio Souza, de Pedro Canário, ES, pode ser o “Melhor Motorista de Caminhão do Brasil” (MMCB), em certame da Scania, empatado com o baiano Josenildo Cruz, 41. Final em São Paulo, 25 a 27 outubro. O concurso é para divulgar bons hábitos de condução, capazes de aumentar a durabilidade do equipamento, reduzir o consumo e emissões em até 10%.
Homenagem – Luiz Fernando Lapagesse, brasiliense produtor de nova série de carrocerias do Lorena GT, um dos ícones da virada dos anos ‘60/’70, organiza homenagem a León Larenas, produtor do modelo original. Saquarema, RJ, 15 de dezembro. Sidney Cardoso – que correu com Lorena Porsche – garantiu presença. Adesões [email protected]
Cultura – Gelson Joni, gaúcho apaixonado por Ford Gálaxies entrega prova final dia 10 de outubro, para lançamento em 11 de novembro. Esforço pessoal, colaboração de amigos, com história e estórias sobre o icônico automóvel.
Gente – Júlio Ott, mais antigo dos colaboradores de décadas da Ford, membro da Escola Ford de Mecânica, arquivo vivo da história da companhia, desde o tempo de apenas montadora, hospitalizado. OOOO Cercado de cuidados. OOOO Melhoras. Seu Júlio é patrimônio da Ford – ou deveria ser tratado como. OOOO
Em 1968 Brasil quase teve o Fiat 600
Texto aqui publicado há alguns meses provocou indagações: a Fiat viria para o Brasil com o modelo 600? Para fazê-lo em que instalações industriais?
A história é que a Fiat deixou de vir para o Brasil à época da criação de incentivos para implantar a indústria automobilística. Perdeu o prazo e, sem incentivos, não concorreria com os outros produtos no mercado. Assim, tentou anos após, através da Vemag – então com a melhor ferramentaria – e depois assumida pela Volkswagen quanto por perceber oportunidade através da IBAP, a Indústria Brasileira de Automóveis Presidente.
A empresa, enfrentando problemas impostos pelo governo federal, tentava um parceiro forte. E a Fiat, aqui conhecida apenas por lembranças e tratores, produzidos ao início da Via Anchieta, em São Paulo, tentou o enlace. Tinha em Elio Peccei executivo bem articulado, e seu cartão identificando-o como Fiat Tratores auxiliou audiência com o General Macedo Soares, Ministro da Indústria e Comércio. Naquela época, por razões desconhecidas, era proibida a instalação de montadoras estrangeiras no Brasil, e a associação com a IBAP era a solução.
Recebidos em Brasília, o general, do ramo, antes presidente da Fábrica Nacional de Motores, da Cia. Vale do Rio Doce, da montadora Simca, e depois da Mercedes-Benz, ouviu a exposição de Peccei e de Nelson Fernandes, número 1 da IBAP.
Ninguém sabe o que pensou, porque não disse nem respondeu após, fosse para a produção nas ampliáveis instalações da IBAP na confluência da Via Anchieta com a Estrada Velha de Santos, ou na monumentalidade ociosa da FNM.
A Fiat concluiu, a abertura de caminho não seria por aí. Conseguiu em 1973, associada ao governo de Minas, escudo e lança contra os oponentes.
Fiat 600 seria feito em acordo com a IBAP. Governo não se interessou. (foto automobile-catalog.com).