
Esse “efeito calendário” fez o indicador recuar 1,8% em relação a agosto, já com ajuste sazonal, e afetou fortemente, por exemplo, as lojas de veículos, motos e peças, segmento que registrou queda de 9,5% ante os 23 dias úteis de agosto. Já o ramo de material de construção recuou 9,4%. Em agosto, o segmento de veículos, motos e peças havia registrado crescimento de 12% sobre o mês anterior.
Em nota distribuída nesta quarta-feira, a Serasa Experian avalia que, em relação às lojas do setor automotivo, houve um refluxo natural em setembro, após a corrida dos consumidores às revendas em agosto por causa da expectativa do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cuja vigência acabou sendo prorrogada por 60 dias pelo governo.
Ainda segundo a empresa, a queda em setembro foi pontual e não pode ser interpretada como sinal de reversão da tendência de recuperação da atividade varejista que começou a se configurar a partir do início deste segundo semestre. Na comparação com setembro de 2011, a atividade varejista apresentou expansão de 10,8%.
No acumulado do ano, a alta chegou 9,1% ante o período de janeiro a setembro de 2011. A queda verificada para os combustíveis e lubrificantes em setembro ante agosto foi de 1,1%. O Indicador de Atividade do Comércio leva em conta o volume de consultas mensais feitas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian.