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Eletrificação veicular ameaça competitividade da indústria, alerta Volvo Car

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cria

20 mar 2012

3 minutos de leitura

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Redação AB

Durante um seminário da indústria automotiva em Bruxelas, Bélgica, o presidente da Volvo Car, Stefan Jacoby, advertiu que as metas europeias de redução das emissões de CO2 dos veículos podem prejudicar a competitividade da indústria. O executivo afirma que há forte pressão para a aceleração do processo de eletrificação veicular. O movimento, no entanto, não é acompanhado pelo aumento dos incentivos para viabilizar a chegada dos modelos ao mercado. Combinados, esses dois fatores podem ameaçar a liderança tecnológica da região.

A Comissão Europeia definiu que o setor de transportes corte em 60% a emissão de gases do efeito estufa até 2050. Outra meta é que o uso de carros a combustão em áreas urbanas seja reduzido pela metade até 2030 e totalmente eliminado em 2050. Jacoby avalia que os objetivos são irreais, já que a queda dos custos de desenvolvimento do trem de força elétrico não acompanha o ritmo do programa europeu.

Para o executivo, as empresas não podem dar um salto tecnológico sem que os novos carros sejam acessíveis para uma parcela significativa dos consumidores. A questão, segundo ele, se agravou com a crise. A retração da economia impede que os governos ampliem os investimentos no programa de eletrificação veicular. Enquanto isso, a China anunciou a liberação de US$ 15 bilhões para subsidiar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para a evolução do powertrain elétrico.

O presidente da Volvo Car ressalta que o avanço dos carros com a tecnologia envolve diversos setores. “É preciso que exista cooperação entre a indústria automotiva, governos, instituições de pesquisa científica e fornecedores de infraestrutura e de energia elétrica”, avalia. Sem isso, a projeção da Comissão Europeia não deve se concretizar. O grupo acredita que os veículos elétricos e híbridos terão participação de 3% a 4% no mercado da região em 2020. “Levando em conta a situação atual, a expectativa é que a presença destes modelos dificilmente supere 1% neste período”, prevê.


MOTOR A COMBUSTÃO

Enquanto o cenário não é viável para a expansão das vendas de carros elétricos, os modelos a combustão podem ganhar tecnologia. “É muito cedo para abrir mão dos propulsores a gasolina e a diesel. Eles estão passando por um aumento contínuo de eficiência”, defende Jacoby. Nos últimos dois anos a Volvo Car reduziu em 13% as emissões de dióxido de carbono da sua linha de motores a combustão.