
Não é apenas o presidente do Brasil, e uma ampla comitiva de empresários brasileiros, que planejam ir até à China em missão de negócios. O presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, visitará a China em abril, quando se encontrá com o primeiro-ministro Li Qiang.
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O compromisso é estratégico. Afinal, a China é o segundo maior mercado da Tesla depois dos Estados Unidos, e sua fábrica em Xangai é o maior centro de produção da montadora de veículos elétricos.
Segundo a agência Reuters, uma visita de Musk representa seu retorno ao país desde a pandemia. Na ocasião, o executivo causou alvoroço na internet ao dançar no palco durante um evento na fábrica de Xangai.
Li e Musk já se encontraram antes, na inauguração dessa mesma fábrica, em 2019. Depois, em 2020, eles participaram de uma reunião online na qual Musk agradeceu ao então secretário do Partido Comunista, em Xangai, por apoiar as operações da unidasde na China durante o surto da pandemia.
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A visita planejada de Musk também ocorre no momento em que a China tenta atrair mais investimentos estrangeiros para ajudar a fortalecer uma economia atingida por três anos de restrições causadas pela Covid-19.
A Tesla enfrenta vários problemas na China. Entre eles, atrasos em seus planos de mais que dobrar a capacidade de produção na fábrica de Xangai.
Outro entrave, esse com origem em questões macropolíticas: os carros da montadora foram proibidos de entrar em complexos militares chineses. Isso porque são veículos fabricados por uma empresa com sede nos Estados Unidos. Há, na China, temor em torno de eventual espionagem.
A China também é um dos maiores fluxos de receita fora dos EUA para o Twitter, empresa que Musk assumiu no ano passado por US$ 44 bilhões.
