
A intenção é que a fábrica evolua na mesma proporção dos negócios no País. Atualmente a planta tem capacidade anual para produzir 16 milhões de juntas automotivas, 8 milhões de chapas defletoras e 1 milhão de tampas plásticas para comando de válvulas de motor. Estes números vão chegar a 18 milhões, 13 milhões e 2,3 milhões, respectivamente.
Enquanto a produção de veículos esfriou 10,1% entre janeiro e abril deste ano, para 998,9 mil unidades, a planta da Elring Klinger no interior de São Paulo trabalha em três turnos. O clima de incerteza diante da situação econômica internacional e das ações do governo para aquecer a economia interna parece não contagiar o diretor-presidente da organização, Hans Eckert. Para o executivo alemão, o período de queda não vai se estender. “Não há como frear o crescimento do País”, acredita.
PRODUÇÃO ACELERADA
A principal estratégia para manter a fábrica em plena operação é atuar em várias frentes. A empresa fornece para os segmentos de leves e pesados e trabalha para ampliar os negócios no mercado de reposição com a marca Elring, criada há três anos. “Nossa expectativa é crescer até 40% por ano nesse segmento”, determina. O executivo pretende ampliar a cobertura, atualmente concentrada nas regiões Sul e Sudeste, para todo o País.
Eckert diz ter registrado decréscimo nos pedidos das montadoras de veículos comerciais. A diminuição, no entanto, não teve impacto expressivo sobre o faturamento da companhia já que o segmento responde por apenas 7% dos negócios. Por enquanto a empresa não percebeu redução das encomendas de fabricantes de automóveis e comerciais leves.
A companhia comemora ainda uma conquista global realizada pela operação brasileira: o contrato de fornecimento para a Toyota. A fabricante japonesa, que exige patamares elevados de qualidade, é a única montadora global com quem a Elring Klinger não mantinha parceria em nenhum País. “Essa conquista feita no Brasil pode facilitar acordos para outras operações”, aponta.
REGIME AUTOMOTIVO
Eckert está otimista com o novo regime automotivo, anunciado pelo governo no início de abril. Para ele, exigir a ampliação do conteúdo local vai estimular os fornecedores a produzirem mais tecnologia no País. “Outra evolução são as novas condições de financiamento para caminhões e ônibus”, aponta, referindo-se ao PSI 4, divulgado na mesma ocasião como parte do plano Brasil Maior de estímulo à indústria.

