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Abla

Em 2014 locadoras faturaram R$ 14,7 bilhões

A Abla, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, apresentou os resultados de 2014 para o setor na quinta-feira, 9, em São Paulo. Segundo a entidade, no ano passado o setor mais do que dobrou o faturamento, indo para R$ 14,72 bilhões ante os R$ 6,52 bilhões de 2013. A frota atual em circulação no setor é de 733 mil veículos em operação, sendo que 60% são carros 1.0.
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victor

09 abr 2015

2 minutos de leitura

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Segundo o diretor de relações institucionais da Abla, Paulo Gaba Jr., os novos métodos de aferição agora contam com dados de diversas entidades e são mais precisos. “Com o resultado mais realista, posso dizer que temos 25,9 milhões de usuários no País”, analisou o executivo. Segundo dados da entidade, 60% dos carros alugados no Brasil são classificados como econômicos e o Gol, da Volkswagen, foi o mais procurado pelos frotistas.

Gaba também fez um apelo às montadoras: “A idade média da nossa frota hoje é de 18 meses. Só com ajuda dos fabricantes é que conseguiremos retornar aos 13 do melhor mês de 2014”, disse, solicitando maior parceria entre montadoras, bancos e locadoras. O diretor, lembrando o acordo entre Ford e Localiza para oferecer o novo Ka para locação, questionou o fato de poucos lançamentos serem ofertados para locação.

A entidade projeta que para 2015 as compras de frotas para locadoras representem 20% de todos os veículos emplacados, ante os 12,45% de 2014, que registrou a compra de um carro a cada dois minutos. A Fiat continua com a maior parcela de vendas no setor, de 19%, seguida de Volkswagen e GM, com 16,23% e 8,38%, respectivamente.

Para Jorge Pontual, diretor comercial da Abla e responsável pelas parcerias comerciais da entidade, a crise que afeta as montadoras chega também às locadoras. “Com a volta de impostos e a queda nas vendas, o preço final sobe”, relatou o executivo, que aposta na terceirização cada vez maior das frotas de empresas. “Com a crise, todos tendem a focar no core business principal e terceirizam áreas como a de frotas, assumida pelas locadoras”, confirmou. Para o presidente da associação, Paulo Nemer, “não dá para dizer que o setor foi mal, apesar de a crise também chegar em nós”.