
Além do Brasil, apenas Estados Unidos, Alemanha e China desenvolveram projetos similares.
O veículo emite apenas vapor de água e tem capacidade para 63 passageiros, com autonomia de 300 km. Com doze metros de comprimento, tem ar condicionado, espaço para cadeirante e sistema de piso baixo, que facilita o embarque nos passageiros.
Resultado de um projeto lançado em 2006 e liderado pelo Ministério de Minas e Energia e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), o veículo do tipo Padron foi concluído pelos fabricantes de chassi Tuttotransporti e de carrocerias Marcopolo, ambos de Caxias do Sul.
O programa foi orçado em US$ 21 milhões para o desenvolvimento, operação e manutenção de até cinco ônibus com célula a combustível a hidrogênio. Participam do consórcio internacional, coordenado pela EMTU/SP, a AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, Epri, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.
Tração híbrida, com KERS
O hidrogênio será produzido em estação da concessionária Metra, operadora do Corredor Metropolitano em São Bernardo do Campo, com o apoio da BR Distribuidora. Com um consumo de 15 kg para cada cem quilômetros, o sistema de acionamento do ônibus oferece 230 kW e autonomia de 300 quilômetros. O veículo deve percorrer 250 km por dia.
A tração elétrica é híbrida, utilizando bateria para acumular parte da energia gerada pela célula a combustível. Há um sistema regenerativo que recupera energia cinética nas frenagens – o KERS, utilizado nesta temporada na Fórmula 1.
Apesar do processo de geração de energia no veículo gerar apenas vapor de água, questionam-se as dificuldades e custos envolvidos na produção do hidrogênio a partir da eletrólise da água, processo que utiliza energia intensivamente. O produto pode ser obtido a partir do gás natural e há uma série de pesquisas alternativas.
Fontes: EMTU/SP; Andreza Cunha, jornal Pioneiro, Caxias do Sul; revista Meio Filtrante; Automotive Business.