
A saída de Aikawa, que ficou menos de dois anos na presidência da companhia, acontece em momento delicado, mas era aguardada pelo mercado, já que fatia de 34% da empresa foi vendida à Nissan (leia aqui). Pela negociação, a compradora poderia indicar um terço dos membros do conselho de administração da Mitsubishi, incluindo o cargo de presidente. Ainda assim, Aikawa deveria ajudar neste processo de transição. Ao sair repentinamente, ele deixa clima de incerteza ainda mais forte na companhia.
Também sai da empresa Ryugo Nakao, vice-presidente para as áreas de qualidade e estratégia de produto. Nenhuma das posições têm substitutos por enquanto, algo que deve ser anunciado em breve. Até que novos executivos sejam nomeados, o CEO da Mitsubishi, Osamu Masuko, vai acumular as funções. Comunicado distribuído pela montadora admite que a administração interna criou ambiente favorável à fraude.
A trapaça da companhia aconteceu nos chamados minicarros, compactos populares no mercado japonês. A medição de consumo de combustível foi fraudada em quatro modelos, dois deles vendidos com a marca Nissan. A situação foi descoberta em abril, justamente quando a montadora parceira notou uma discrepância nos dados apresentados pela Mitsubishi e recomendou que as autoridades investigassem o problema (leia aqui).