
Enquanto União Europeia e Estados Unidos, e algumas de suas respectivas montadoras locais, defendem a imposição de tarifas maiores aos veículos elétricos chineses, a Stellantis segue em outra direção detro do tema.
Na quinta-feira, 14, o CEO global da montadora, Carlos Tavares, afirmou que a companhia pretende seguir os seus planos, apesar da disputa que domina a pauta automotiva global no momento.
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“Tarifas existem para corrigir algo. Neste contexto, nós preferimos continuar competindo. Posso entender porque a Alemanha pensa diferente dos demais países da UE. Porque o país tem uma economia mais exposta à China”, comentou o executivo.
“O que está claro é que não queremos ficar na defensiva”, disse na quinta-feira, sobre as barreiras tarifárias que incidem nos carros chineses.
Tavares criticou a medida em maio. À época, comentou que as tarifas sobre veículos chineses importados para a Europa e os Estados Unidos são “uma grande armadilha para os países que seguem esse caminho”.
Assim, seguiu o executivo, não permitirão que as montadoras ocidentais “evitem a reestruturação para enfrentar o desafio dos fabricantes chineses de custos mais baixos”.
“Quando se luta contra a concorrência para absorver 30% da vantagem competitiva de custos a favor dos chineses, há consequências sociais. Mas os governos não querem enfrentar essa realidade neste momento”, contou o CEO.
Na sua visão, as tarifas apenas alimentariam a inflação nas regiões onde são impostas, impactando potencialmente as vendas e a produção.
