
| NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR | ||||||
| RSS | WebTV | Revista | Mobile | Rede Social | ||
A carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer receberá no terceiro trimestre 37 aeronaves, sendo 35 modelos E-175 encomendados pela Flybe e duas aeronaves 190 pela Trip, informou o vice-presidente executivo de finanças e de relações com investidores da Embraer, Luiz Carlos Aguiar. Os cinco modelos anunciados neste mês pela Azul, de acordo com o diretor, já estavam registrados no backlog da Embraer como “cliente não-identificado”.
Ao final do segundo trimestre de 2010, a carteira de pedidos firmes a entregar da Embraer somava US$ 15,2 bilhões, valor 5% menor que os US$ 16 bilhões do trimestre anterior. Além dos novos pedidos que serão lançados no backlog do terceiro trimestre, a Embraer espera que as cartas de intenções assinadas recentemente – como para a venda de 15 jatos à Air Lease e 24 modelo 190 à Republic Airlines – se convertam, efetivamente, em compras.
“A carta de intenção significa uma probabilidade enorme de negócio, pois neste estágio muitos pontos já foram acordados, faltando apenas alguns detalhes”, afirmou. Com relação à intenção da Força Aérea Brasileira (FAB) de comprar 28 unidades do cargueiro KC 390, demorará cerca de 24 meses para ser transformada em um contrato. A Embraer vai desenvolver este cargueiro a pedido da própria FAB. Sem revelar detalhes sobre preços, Aguiar disse que “será mais competitivo que os da concorrência”.
Recuperação
Em teleconferência com jornalistas, Aguiar reforçou que a recuperação em andamento no mercado desde o começo do ano permitiu à companhia melhorar suas projeções para 2010. A empresa elevou de US$ 5 bilhões para US$ 5,25 bilhões a previsão para a receita líquida em 2010, considerando o padrão contábil US Gaap. A expectativa é de que o resultado operacional aumente dos US$ 300 milhões esperados anteriormente para US$ 340 milhões. Para a margem operacional, estima-se que suba para 6,5% em 2010, ante previsão anterior de alta de 6,0%. A margem Ebitda deve atingir este ano 8%, acima dos 7,5% estimados originalmente.
Contudo, segundo Aguiar, a Embraer ainda mantém reservas quanto à recuperação do mercado. “A tendência continua sendo melhor que no ano passado, mas não será um espetáculo de novas ordens, é um crescimento com cautela. Isso porque a aviação está muito ligada ao PIB dos países ricos: 50% da demanda por voos vem dos países desenvolvidos, os quais ainda não firmaram um crescimento sustentado, muito pelo contrário”, comentou.
Por este motivo, destacou o executivo, ainda não é o momento de carregar a mão na produção. “As perspectivas para a produção são bem mais positivas que as de um ano atrás, mas é prematuro dizer que vamos contratar muito mais gente, envolver a cadeia, para produzir mais”, destacou. Segundo ele, ainda que o cenário seja mais favorável, permitindo à Embraer elevar sua projeção para a receita em 2010, o faturamento de US$ 5,25 bilhões esperados para o ano corrente ficará abaixo dos US$ 5,5 bilhões anotados em 2009 e dos US$ 6,3 bilhões de 2008. “A perspectiva é de melhoria gradativa. Não vai ser algo de um momento para o outro, mas vai haver melhoria gradativa, sim.”