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Empenho para manter serenidade na cadeia de produção automotiva

Terminou no domingo a vigésima-quinta edição do Salão do Automóvel de São Paulo, que passou a integrar o calendário oficial da Oica – International Organization of Motor Vehicle Manufacturers. O evento mostrou novos conceitos, designs surpreendentes, powertrains avançados, protótipos que podem virar realidade e carros que estarão à venda nas revendas em breve. O clima de novidade e festa, no entanto, misturou-se à apreensão com os desafios que a crise financeira traz para o setor automotivo. Embora a Anfavea tenha mantido suas previsões para a produção e vendas neste ano, é muito provável que os números no fechamento do mercado fiquem abaixo das estimativas. A falta de crédito no varejo para a desova no estoque nas concessionárias, as férias coletivas, o anúncio de um programa de demissões voluntárias na GM, o adiamento do segundo turno na Ford Caminhões e cortes na programação de encomendas já anunciados pelas montadoras são sinais de desaquecimento nas linhas de montagem. A Anfavea continua se esforçando para manter um clima de otimismo e reforça que os investimentos serão mantidos. Talvez nem todos sejam confirmados e alguns sejam adiados, o que seria razoável diante do cenário atual. Jackson Schneider, presidente da entidade, sabe como é difícil recuperar o ânimo se o pânico chegar à cadeia de suprimentos. Certamente ele tem recomendado prudência aos dirigentes do setor ao anunciar dispensas e adiamento de projetos, temendo um impacto em sucessão.
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cria

10 nov 2008

1 minutos de leitura