Diferentemente do que ocorreu com os automóveis, que registraram alta nesta metade inicial de junho, as vendas de motos permanecem em queda. Na primeira quinzena foram emplacadas 69.320 unidades, redução de 8,97% na comparação com a metade inicial de maio. No confronto com a mesma quinzena de junho de 2011 a retração é ainda maior, de 19,69%. Os dados foram divulgados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias. O setor de motos não tem o mesmo poder de reação dos automóveis porque a maioria dos modelos vendidos no País é montada em Manaus, onde o IPI já não é recolhido. E a liberação de crédito para duas rodas não acompanha o que ocorre para os automóveis.
A direção da Abraciclo, que reúne fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus, vem se queixando desde o fim de 2011 da dificuldade que os motociclistas têm no momento da aprovação de suas fichas. “Os dados (emplacamentos) continuam a refletir o maior rigor das instituições financeiras. Os consumidores das classes C e D formam o público principal quando se trata de aquisição de motos e têm maior dificuldade na comprovação de renda. Isso se agrava pelo fato de cerca de 80% das vendas ocorrerem por pagamentos parcelados”, afirma o diretor da associação, José Eduardo Gonçalves.