
O executivo avalia o resultado do período como o segundo melhor da série histórica para os meses de abril. Esse saldo implica uma geração líquida positiva de 153,6 mil postos de trabalho, na série dessazonalizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. Na média dos últimos três meses, o saldo atingiu 194,1 mil vagas, já descontando os efeitos sazonais, o que em termos anualizados chega a algo próximo de 2,32 milhões de novos postos de trabalho, ante 2,67 milhões em março.
Considerando os dados originais de abril, Barros observa desempenho positivo disseminado entre os setores, dentre os quais destaca o de serviços, que continuou registrando o maior número de contratações, em termos líquidos, ao adicionar 97 mil postos de trabalho no período, seguido pela indústria de transformação e comércio, que mostraram criação líquida de 83 mil e 41 mil vagas, respectivamente.
Com o resultado ainda forte de abril, o saldo de criação de empregos acumulado neste ano foi de 962,3 mil vagas, bastante acima do acumulado no mesmo período do ano passado. O boletim diário ressalta também a desaceleração do nível de admitidos, conforme já era esperado, o que já está em linha com a expectativa do Depec para o fim de 2010.
“Isso corrobora nossa visão de que as empresas passaram pelo fim da recomposição de seus estoques de emprego no primeiro trimestre, e agora o ritmo de contratação deve ser mais moderado. Dessa forma, esperamos uma redução do ritmo de geração de vagas nos próximos meses, fechando o ano com 2,1 milhões de empregos criados, ainda refletindo um mercado de trabalho aquecido” — escreve Octavio de Barros.