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Redação AB
O Panorama Empresarial 2012, levantamento realizado pela consultoria Deloitte, apontou que os empresários do Brasil ainda não sentiram impacto significativo da crise econômica. O estudo foi realizado com 456 companhias de setores como indústria, serviços e comunicação e informação.
Apesar disso, os entrevistados mostraram atenção ao cenário para o médio prazo. Segundo 47% dos empresários, o principal reflexo da turbulência internacional nos negócios é a pressão por preços menores. A necessidade de aumentar salários foi destacada por 39% e o aumento das negociações com fornecedores foi a principal consequência da crise para 26% dos participantes.
A pesquisa indicou que a expectativa de expansão dos negócios é moderada, com perspectiva de aumento sutil na receita líquida para 57% dos entrevistados em 2012. A mesma tendência foi apontada por 59% dos empresários para os três anos seguintes. Há previsão de aumento do quadro de funcionários para 43% das empresas no ano que vem, com estabilidade nos próximos três anos para 56%. A maioria também acredita em expansão leve dos investimentos.
A retenção de talentos é o principal desafio para 54% das empresas. Junto com este fator, está a dificuldade para encontrar mão de obra qualificada, que preocupa 47% dos entrevistados na pesquisa da Deloitte. Diante disso, 66% das companhias participantes pretendem investir em programas de treinamento.
Outro desafio é o aumento da concorrência nos próximos anos. O ponto foi destacado por 40% dos empresários, que preveem maior disputa pelo mercado com o avanço do investimento estrangeiro, expansão das fusões entre empresas e internacionalização das companhias. Para ganhar espaço no cenário mais competitivo, 57% priorizarão o lançamento de novos produtos e serviços, 56% buscarão novas parcerias e 52% apostarão no investimento em pesquisa e inovação.
Previsões para a economia
A maioria dos empresários (40%) espera que a disponibilidade de crédito aumento muito nos próximos três anos. Entre os entrevistados, 38% acreditam que o nível ficará estável e 16% preveem retração. A maior parte aposta ainda em crescimento de 3% a 5% no PIB em 2012, já a inflação deve ficar entre 5% e 6%.