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Empresas automotivas têm dificuldade para ampliar inclusão de pessoas com deficiência

Metade das organizações desenvolvem ações estruturadas, mas grupo responde por apenas 3,9% dos colaboradores do setor
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Natália Scarabotto

03 dez 2021

2 minutos de leitura

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Para o setor automotivo, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 3 de dezembro, exige mais reflexão do que comemoração. Isso porque a maioria das empresas admite dificuldade na contratação e inclusão desse público, apesar da Lei de Cotas (8.213/91), que prevê que companhias com mais de 100 funcionários garantam uma porcentual das vagas a PcDs.


Este texto integra o especial Diversidade no Setor Automotivo

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Atualmente, as pessoas com deficiência representam apenas 3,9% dos colaboradores do setor, um leve aumento em relação aos 3,1% registrados em 2019. Na liderança, a presença é ainda menor: 2,3% estão em cargos de supervisão, enquanto na alta liderança apenas 0,5%. Os dados são da terceira edição do estudo Diversidade no Setor Automotivo, realizado por Automotive Business com coordenação técnica de MHD Consultoria, divulgado no último mês.

A maioria desses profissionais (81%) está concentrada nas áreas produtivas do setor. Em 2019, esse percentual era de 77%. Nas áreas administrativas são 16%, número também menor que os 21% registrados na pesquisa anterior.

A Lei de Cotas é uma conquista importante que impulsiona as empresas nesse eixo, sendo o tema de diversidade que mais recebe atenção do setor automotivo. Metade das organizações contam com programas estruturados para o eixo PcD e 34% têm ações pontuais.

Acessibilidade

Para garantir a inclusão no dia a dia, as ações mais presentes são os banheiros acessíveis, vagas especiais de estacionamento e adequação de equipamentos e/ou instalações para facilitar o trabalho de PcDs.

Durante a pandemia, metade do setor adotou também uma nova prática: a tradução em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) em eventos e reuniões, o que mostra a preocupação em atender novas demandas que surgiram com o trabalho remoto.

Na terceira edição do estudo de diversidade, participaram 84 empresas de pequeno, médio e grande porte. Para trazer a representatividade do segmento, o levantamento abrange os diferentes elos do ecossistema automotivo, com as fornecedoras de autopeças como o maior volume de respondentes, seguidas das montadoras – algo que expressa a própria distribuição das empresas na indústria automotiva.