
É o que trouxe Guilherme Bara, palestrante e consultor de diversidade e inclusão, que participou de live sobre o tema promovida por AB Diversidade na sexta-feira, 13. “Não podemos negar a deficiência, senão deixamos de lado a acessibilidade, mas também não devemos reduzir as pessoas a essa característica”, reforçou.
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O caminho certo, diz, é conversar e perguntar do que o profissional precisa para cumprir as tarefas, quais são as ferramentas de inclusão necessárias, se a pessoa fica confortável com determinada responsabilidade – como uma viagem, por exemplo.
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Ele lembra que as deficiências podem ser múltiplas, físicas ou intelectuais, e, portanto a compreensão das reais necessidades devem ser feitas de forma de individualizada.
“Às vezes, não perguntamos ou não esclarecemos pontos por medo de errar. Mas você vai errar, isso é certeza. O problema não é esse, mas sim deixar de se abrir para aprender. Devemos perguntar mais e deduzir menos”, reforça.
Plano de carreira para pessoa com deficiência
Outro desafio dentro das organizações, segundo o especialista, é a falta de um plano de carreira voltado a pessoas com deficiência. É essencial garantir oportunidades de crescimento profissional e estratégias de retenção, defende.
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Guilherme destaca ainda a necessidade de tratar esse grupo de forma menos romantizada, como grandes heróis, ou, até, infantilizada. “Não concordo com aquela ideia de que a pessoa com deficiência pode tudo. Ela não pode, ninguém pode. Mas, certamente, ela pode bem mais do que você sabe”, diz.
