
O chefe da montadora Stellantis, Carlos Tavares, disse que a decisão da China de restringir as exportações de dois metais amplamente utilizados em semicondutores e veículos elétricos não deverá levar as empresas ocidentais a reduzir sua exposição ao mercado chinês.
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O país asiático anunciou na segunda-feira, 3, controles a partir de 1º de agosto sobre suas exportações de alguns produtos de gálio e germânio. O que provocou temores de novas interrupções nas cadeias de suprimentos, sobretudo as do setor automotivo.
“Não sou um promotor de uma separação total da China”, disse o presidente-executivo da Stellantis, ao revelar a primeira das quatro novas plataformas de veículos elétricos que sustentarão todos os futuros modelos do grupo.
“Não é realista nem é do interesse das empresas ocidentais”, disse Tavares. “Acho que só precisamos encontrar áreas onde possamos esfriar e negociar situações ganha-ganha”.
A Stellantis, quarta maior montadora do mundo em vendas, tem uma pequena participação de mercado na China. No país asiático, adota uma estratégia de “asset light”, baseada na importação de veículos.
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No entanto, a Stellantis trabalha com várias empresas chinesas. Inclusive aquelas que usam gálio e germânio para produtos que a montadora está comprando delas, disse Tavares.
“Não estamos em guerra com nenhum fornecedor chinês. Neste caso, cabe à União Europeia colaborar com as autoridades chinesas para encontrar uma solução”, afirmou.