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Empresas Randon projetam elevar vendas e receita líquida em 2019

Dirigentes Randon (a partir da esquerda): Daniel, David e Alexandre divulgam e comentam balanço financeiro positivo de 2018 (Foto: Julio Soares/Objetiva)
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Redação AB

20 mar 2019

3 minutos de leitura

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Após encerrar 2018 com receita líquida 45% maior sobre o ano anterior, para R$ 4,3 bilhões, as Empresas Randon projetam um novo crescimento para 2019, na ordem de R$ 5 bilhões, representando alta de 16%. A estimativa para o ano aponta ainda que a receita bruta deverá crescer na mesma proporção, passando de R$ 6 bilhões para R$ 7 bi. As projeções foram divulgadas na quarta-feira, 20, durante apresentação do balanço financeiro ao mercado financeiro e à imprensa pelos executivos na sede da organização, localizada em Caxias do Sul (RS).

O bom desempenho das receitas em 2018 gerou um lucro líquido quase três vezes maior que o do ano anterior, passando de R$ 46,7 milhões para R$ 151,7 milhões – crescimento de 225%. Com isso, os principais componentes do balanço ficaram acima do projetado pela companhia.

O presidente das Empresas Randon, David Randon, afirma que importantes fatores vão continuar impulsionando o desempenho da companhia previsto para o ano: o próprio mercado de veículos comerciais que desde o ano passado vêm demonstrando sinais sólidos de consolidação da recuperação e a realização das reformas prometidas pelo novo governo, principalmente a previdenciária, cuja proposta já foi entregue à Câmara.

“Com isso, o Brasil terá um novo rumo, elevando a confiança e atraindo mais investimentos”, avalia David.

A divisão de autopeças foi responsável por 50,8% da receita líquida consolidada (R$ 2,2 bilhões), enquanto a divisão montadora (que inclui reboques, semirreboques, veículos especiais e vagões) respondeu por 45,3% (R$ 1,9 bilhão). Serviços financeiros compuseram os demais 3,8%. Segundo o presidente, a tendência para 2019 é que a divisão de autopeças continue respondendo por mais da metade do faturamento total do grupo por causa de sua maior abrangência global.

INVESTIMENTOS E RESULTADOS

Historicamente, a fabricante investe cerca de 2% do seu faturamento. Em 2018, esse montante foi de R$ 335,1 milhões. “O total investido no ano passado ficou ligeiramente abaixo do programado inicialmente, demonstrando nossa disciplina financeira nesse quesito”, avalia o CFO, Paulo Prignolato.

Na divisão montadora, o COO Alexandre Gazzi destaca que parte dos investimentos foram feitos tanto em produto quanto em treinamento e rede. Desde que iniciou uma profunda reestruturação durante a crise, a Randon Implementos também revitalizou sua rede de distirbuição, hoje com 80 casas. “Este é um processo que ainda não terminou, mas já passamos da metade dele”, comenta. “Também trabalhamos em conjunto com a cadeia de fornecedores, sem eles, não passaríamos pela crise”, reiterou.
O executivo lembra que no melhor ano do segmento de implementos, em 2013, o mercado total entregou 70 mil unidades. Naquela época, a Randon foi responsável por 30%, com 24 mil emplacamentos. “Neste ano de 2019, muito provavelmente vamos bater novamente as 24 mil unidades, embora o mercado estimado seja menor do que 2013, com 50 mil. De nossa parte, o segmento de implementos vai faturar mais”, aponta.
Em 2018, a marca emplacou 20,9 mil implementos, dos quais pouco mais de 17 mil foram dedicados ao mercado interno, conferindo uma participação de 38,6%. “Historicamente, nossa participação foi de 33% ou 34%; Em 2017, fizemos 40% e para este ano, nosso market share é estimado em 40%.” O executivo lembra ainda que cerca de 45% do total vendido no ano passado foi dedicado ao agronegócio, principalmente nas categorias graneleiro e basculante. “Neste 2019, trabalhamos com estimativa de crescimento na ordem de 10% a 12% da produção de caminhões, com vendas para o mercado interno acima de 18%, mas exportações ainda em baixa por causa da Argentina.”

Por sua vez, o COO da divisão de autopeças, Sergio de Carvalho, lembra que a empresa também vem investindo em uma nova operação no Espírito Santo, conforme já havia anunciado no ano passado. O montante de R$ 8 milhões para a primeira fase prevê o estabelecimento de um centro de distribuição para atender os mercados do Sudeste, Norte e Nordeste. “Uma segunda fase está prevista para a produção local da linha leve, de carrocerias sobre chassis; neste 2019, devemos concluir os estudos para iniciar a produção em 2020.”