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Empresas vivem realidades diferentes no mercado de veículos elétricos

Enquanto Northvolt corta empregos e desiste de expansão, Siemens vai focar em infraeestrutura de recarga
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Redação AB

24 set 2024

2 minutos de leitura

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A eletrificação segue promovendo mudanças nos planos de estados e empresas em todo mundo. Enquanto nos Estados Unidos um fundo foi criado para financiar pequenos fornecedores com foco em veículos elétricos (VEs), na Europa companhias vivem realidades diferentes.


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A Northvolt planeja cortar 1,6 mil empregos em sua base na Suécia. Ou cerca de um quinto de sua força de trabalho global, por causa de um mercado de carros elétricos que cresce menos do que se esperava.

Além disso, a empresa suspendeu os planos de expansão de sua fábrica em Skelleftea, no norte do país escandinavo. No início de setembro, já havia abortado a meta de ter uma operação verticalizada, que oferece desde a produção de materiais e fabricação de baterias até reciclagem das peças.


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Com a Volkswagen entre seus proprietários, a Northvolt liderou uma onda de startups europeias que investiram dezenas de bilhões de dólares na produção de baterias para atender às montadoras do continente.

Na contramão, Siemens vai investir em recarga

Já a Siemens, sediada na Alemanha, anunciou a intenção de desmembrar seu negócio de eMobility dos demais e concentrar mais os esforços no mercado de infraestrutura de carregamento.

Um dos últimos movimentos da eMobility – que desenvolve hardware, software e serviços para recarga – nesse sentido foi a aquisição da Heliox. A empresa especialista em sistemas de carregamento rápido para frotas de ônibus e caminhões elétricos tem forte atuação na Europa e na América do Norte.

“A nova configuração da eMobility permitirá que o negócio aumente sua lucratividade ao focar em segmentos de alto potencial e estrategicamente relevantes. A empresa terá mais liberdade para definir suas áreas de foco com base nos pontos fortes do negócio”, disse Matthias Rebellius, membro do Conselho de Administração da Siemens AG e CEO da Smart Infrastructure.