Segundo Mexia, a Energias do Brasil não vai participar da licitação de Belo Monte ou Tapajós, pois a estratégia não passa por usinas de grande dimensão. “Nossa estratégia é privilegiar o investimento na geração, mas no mercado de mini hídricas e de média dimensão. Não são os grandes projetos que nos movem no Brasil”, disse.
Em referência à operação de permuta de ativos com o Grupo Rede, realizada em meados de 2008, na qual a EDP aumentou sua participação na usina Lajeado e repassou o controle da distribuidora Enersul, Mexia afirmou que não deverá haver outras mudanças na abordagem ao mercado brasileiro.
Segundo ele, a subsidiária brasileira está entre as três maiores distribuidoras de energia para grandes consumidores, com uma participação de cerca de 15% do mercado. “O fato de estarmos entre os top 3 dos comercializadores diretos de energia para grandes consumidores no Brasil demonstra a capacidade de uma companhia de média dimensão alcançar uma quota tão grande”, disse. Mexia ressaltou que a participação de mercado nesse segmento é “muito maior que na Espanha”, sem dar mais detalhes. O Grupo EDP é um dos maiores do setor de energia da Península Ibérica.
Fonte: Jair Rattner, Agência Estado.