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Enfim, a realidade: Euro 4 pode nem acontecer

A jornalista Marli Olmos revela hoje no Valor Econômico que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reuniu-se ontem com representantes da indústria automobilística, Petrobras, transportadoras e ambientalistas. O assunto: a determinação do Conama para que os veículos a diesel fabricados a partir de 2009 sejam abastecidos com o combustível de 50 ppm de enxofre e atendam as regras de emissões do Proconve P6 (Euro 4). Hoje o diesel tem 500 ppm nas regiões metropolitanas e 2 mil PPM no resto do país. Conclusão do encontro: a regra deve valer só a partir de 2011 ou 2012, depois da quebra de braço entre os interessados. O Proconve 6 pode ser ‘pulado’ para o equivalente a Euro 5, enquanto se buscam atenuantes para a emissão de poluentes – como melhorar a qualidade do diesel. O combustível de boa qualidade, indispensável para o funcionamento dos sistemas de tratamento de emissões nos motores, demorou a ser especificado pela ANP, a Petrobras não completou os investimentos necessários em refino, os fabricantes de motores receberam tardiamente as amostras de diesel para testes e, afinal, os progressos foram pequenos. A nova legislação exige investimentos significativos na Petrobras e na distribuição (haverá necessidade de uréia nos pontos de abastecimento, para o sistema de tratamento de emissões), mas também por parte de fabricantes de componentes, motores e dos próprios caminhões, que ficarão mais caros. A falta de sincronia para levar adiante a lei de emissões revela interesses contraditórios e traz prejuízos especialmente para a população das grandes metrópoles.
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cria

06 ago 2008

1 minutos de leitura