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Engenharia simplificada para países emergentes

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Giovanna Riato

28 mar 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

O setor automotivo passa por uma ebulição global de soluções e tecnologias mas a realidade dos mercados emergentes é um pouco diferente. As nações em desenvolvimento são as principais consumidoras de veículos mas, ao contrário dos países maduros, que buscam tecnologia e valor agregado, estas regiões querem tecnologia com preço baixo.

“Há uma tendência forte de evolução do conteúdo dos carros. As principais são segurança, sustentabilidade e conectividade. O importante é que tudo tem que caber no bolso do cliente”, explica Flávio Campos, diretor de engenharia da Delphi. O executivo enxerga uma mudança no perfil do consumidor que, no Brasil, está concentrado em automóveis do segmento B. Outro ponto é adaptar as novidades globais as condições locais como o trânsito pesado e até problemas de enchentes.

Paulo Alves, diretor de body & security da Continental, enxerga o mercado local como um desafio para as empresas que fornecem tecnologia para o setor automotivo. “Em uma categoria alta você pode lotar o carro de tecnologia. Aqui não. Temos que ser muito criativos”, avalia. As soluções são orientadas pelo custo com a preocupação de não deixar os emergentes de fora do avanço tecnológico dos veículos. A melhor saída é adaptar as soluções disponíveis para o que o mercado exige.

A Continental parte do princípio de que todo motorista gosta de alguns ‘mimos’. “A preguiça move o mundo então nós gostamos de tudo que facilita a nossa vida”, brinca Alves. Uma das novidades da empresa para atender à lei do mínimo esforço é o Passive Access, um sistema que abre o carro quando o motorista se aproxima, dispensando o acionamento de qualquer dispositivo. Basta que o condutor esteja carregando a chave. A novidade é complementada pelo Passive Start, botão no interior do carro que aciona o motor sem a necessidade de conectar a chave no veículo.

A empresa também tem em mente o gosto dos brasileiros por computação móvel. “Nosso País é um dos maiores mercados de celulares do mundo”, destaca o executivo da Continental. Para aproveitar esta característica do mercado nacional, a companhia investe no desenvolvimento de displays mais interativos e em dispositivos de internet sem fio para veículos. “Isso não é um sonho. É extremamente viável e exige pouco investimento”, explica.

Com o aumento do nível tecnológico dos carros vendidos no Brasil, a engenharia automotiva nacional mostra um papel importante no desenvolvimento e adaptação de soluções para um mercado emergente. A dúvida que resta é se a indústria nacional será competitiva para, além de vender, produzir também estes dispositivos ou se a elevação do conteúdo vai resultar também em um aumento das importações.

Foto: Flávio Campos, diretor de engenharia da Delphi.