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Giovanna Riato, AB
Gilberto Leal, gerente de desenvolvimento de motores leves e médios da Mercedes-Benz, acredita que o engenheiro que a indústria automotiva busca hoje deve ser mais que um planejador e carregar um conhecimento universal. “Fazer conta qualquer um faz, é necessário ter visão”, determina.
Físico de formação, o executivo avalia que o encurtamento dos prazos e a concorrência acirrada no setor exigem que os profissionais tenham, além do conhecimento técnico, capacidade para se comunicar, aprender rápido, mobilizar recursos, atuar de forma autônoma e ser um cidadão do mundo. Esta última característica, para Leal, é a mais importante. “O engenheiro precisa ser capaz de aprender com outras culturas, trazer para cá uma solução que ele viu no Japão, por exemplo”, explica.
O executivo lembra do início da carreira, quando as montadoras dispunham de quase uma década para desenvolver um novo produto. Hoje o tempo para um lançamento chegar ao mercado pode ser de apenas um ano. “logo teremos apenas seis meses. Nessa área, a cada dia temos que desenvolver uma tese e uma tecnologia nova”, conta.
Foto: Gilberto Leal, da Mercedes-Benz.
