Ele foi contratado pelo time holandês depois de veicular um vídeo que ficou famoso na internet, no qual o bebê aparece chutando bolas de futebol precisamente dentro uma caixa.
Podemos traçar um paralelo deste caso com uma possível solução para a escassez de engenheiros que o Brasil enfrenta atualmente. De acordo com o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), o país tem hoje um déficit de mais de 20 mil profissionais por ano. O número evidencia uma grande perda econômica para o avanço das pesquisas em tecnologia. A dificuldade para contratar engenheiros está em todo o lugar. Existem centenas de vagas que levam meses para serem preenchidas.
Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, vários outros países estão à frente na formação de engenheiros. Enquanto no Brasil apenas 5,1% dos estudantes de ensino superior ingressam em cursos de engenharia, nos Estados Unidos são 6,1%, no México 14,2%, Espanha 14,5%, Japão 19,4%, Coreia do Sul 25% e China 35,6%.
Solução: vamos contratar engenheiros do berço. Seu bebê desenha bem? Conta até 100 antes do segundo ano de vida? Está contratado! Será que se seguirmos o exemplo do futebol o cenário pode mudar em médio prazo? Claro que é uma situação hipotética, mas temos que pensar no que está levando a essa falta de profissionais no mercado. A situação pode ficar grave e a indústria automotiva e de tecnologia são as que mais podem sofrer as consequências.
Afinal, como podemos incentivar estudantes a serem futuros engenheiros?