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Caoa Chery

Enquanto fecha fábrica, Caoa Chery faz publicidade sobre eletrificação

Enquanto trata de colocar no modo espera a sua produção em Jacareí (SP), a Caoa Chery investe em ampla campanha publicitária para anunciar que eletrificará todos os veículos da sua oferta no país até 2023. Por ora, integra o portfólio elétrico da Caoa Chery no mercado brasileiro apenas o sedã médio Arrizo 5e, importado da China.
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cria

27 mai 2022

2 minutos de leitura

Arrizo5e.jpg

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Nas peças publicitárias veiculadas em diversos canais tradicionais e digitais de comunicação, a montadora se coloca como pioneira, afirmando ser a primeira montadora brasileira a eletrificar toda a frota. De fato, a Caoa Chery será a primeira empresa nacional a levar a tecnologia para seu portfólio simplemesnte porque é a única fabricante de veículos com participação de capital nacional instalada aqui – uma sociedade entre a chinesa Chery e a brasileira Caoa.

Por outro lado, o pioneirismo na eletrificação é ambição compartilhada com outras companhias, como é o caso da Great Wall, que busca o mesmo objetivo até 2023, e também chinesa BYD e da Ford.

Futuro eletrificado da fábrica é incerto

O pesado investimento em marketing da Caoa Chery acontece em paralelo a uma crise na operação da companhia em Jacareí (SP). A empresa anunciou o fechamento da unidade produtiva para ampla modernização que promete garantir a produção carros eletrificados ali. A questão é o tempo de paralisação, até 2025, que levanta suspeitas no mercado de que a planta não será reaberta.

Nesse momento a companhia negocia a demissão dos trabalhadores da fábrica com o sindicato dos metalúrgicos da região.

Plano de eletrificação é antigo

O desejo da montadora em eletrificar a gama vem de 2019. À época, equipes de engenharia da Caoa Chery na China e no Brasil discutiam a produção do primeiro carro elétrico da marca em Jacareí.

“Acreditamos que precisamos entrar no mercado de carros elétrico e estamos na fase de definir com a Chery quais produtos vêm ao Brasil. Também fizemos um convênio com a USP para estudar a mobilidade urbana e entender qual veículo e qual tecnologia são adequados para o País”, disse o então CEO Marcio Alfonso, naquele ano. O projeto, no entanto, não evoluiu talvez por causa da pandemia, do baixo volume de vendas da companhia ou, até, de mudança estratégica nos planos da liderança da organização.