
A AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva lançou cartilha para calcular as emissões dos veículos leves segundo o critério “Do poço à roda”, que está disponível no site da entidade. Ao justificar a edição da cartilha, a AEA lembra que a matriz energética brasileira tem o privilégio de contar com 80% de energias renováveis de fonte hidráulica, biomassa, eólica e solar, enquanto no restante do mundo essa taxa é de apenas 27%, cabendo os restantes 73% a energias não renováveis, como gás natural, derivados de petróleo, carvão e nuclear.
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A AEA explica que a indústria automobilística mundial se encontra em um dos momentos mais importantes de transformação tecnológica, resumida – em princípio – ao divisor de águas entre motores a combustão interna e elétricos. Por meio dessa cartilha a entidade considera que traz ao setor e ao mercado brasileiro uma contribuição técnica inestimável, como tem feito ao longo de seus 38 anos de existência reunindo empresas do segmento, governo, universidades, em trabalhos conjuntos com as demais entidades da cadeia.
Segundo explica a AEA, o conceito “Do poço à roda” tem sido amplamente discutido e será implementado na segunda fase do Rota 2030, que vai de 2023 a 2027 para veículos leves. É um conceito mais amplo em que se avalia o impacto do setor de transporte de veículos leves nas emissões de gases de efeito estufa (CO2). Neste conceito se consideram as emissões de CO2 na produção dos energéticos e do uso do veículo, que na cartilha são denominadas como CO2eq.
Veículos elétricos e híbridos
Na prática, o conceito “Do poço à roda” reflete as emissões de gás carbônico de veículos movidos por qualquer combustível ou fonte energética, como elétricos, flex, diesel, etc.
A AEA realizou dois estudos para suportar o cálculo deste impacto: a metodologia de cálculo e a intensidade de carbono dos energéticos no Brasil em vários anos. Nesta cartilha é mostrada uma rotina passo a passo de como calcular as emissões de CO2 “Do poço à roda” (CO2eq) baseado em dados públicos, de forma que toda a sociedade possa entender e calcular este impacto ambiental, além de compartilhar os conceitos.
Veículos híbridos plug-in que combinam um motor elétrico com um propulsor flex não são cobertos por esta cartilha pois com os dados públicos não é possível o cálculo das emissões “Do poço à roda”. Para o cálculo nesse formato, serão necessárias informações como o consumo energético (no caso de mono combustível ou elétrico) ou da autonomia (no caso dos veículos flex). Esses dados podem ser consultados no site do InMetro no Programa PBEV.