
Segundo a entidade, essa ação atinge vários setores industriais e os repasses para os preços serão inevitáveis, atingindo diretamente o consumidor final de bens duráveis, como automóveis, máquinas e eletrodomésticos.
O Sindipeças entende que os aumentos ocorrem num momento delicado, em que a economia começa a dar os primeiros sinais de recuperação, principalmente em virtude dos estímulos positivos concedidos pelo governo federal, como redução de taxas de juros, desoneração fiscal, ampliação de prazos de pagamento.
Para a entidade, o aumento dos preços do aço não considera a ainda incerta estabilidade econômica que, mais uma vez, será colocada à prova, pondo em risco a saúde das empresas e a manutenção do nível de emprego. Entendemos ser oportuno que usinas e distribuidores reflitam sobre os impactos negativos dessa ação. Vale lembrar que a participação do aço no custo de produção das autopeças pode até ultrapassar 40%.
O Sindipeças considera ainda injusto e inapropriado que a matéria-prima aço tenha alíquota de importação de 15% (TEC – Tarifa Externa Comum) e que as autopeças tenham alíquota de importação de 10% (média da TEC).
Segundo ainda a entidade, o Brasil é o único país do mundo em que a matéria-prima é protegida por alíquota superior à do produto industrializado que a utiliza. ‘Isso é a destruição da agregação de valor, da criação de empregos e o maior incentivo à importação’ – afirma a nota distribuída.