
Os efeitos da crise que eclodiu no final de 2008 ainda deixam arrepios no tocante ao sumiço de recursos para financiar as vendas, só amenizado com o socorro do governo por meio de seus agentes financeiros e, a seguir, com a redução do IPI na compra do automóvel novo.
Depois se serem criticados por uma reação lenta, os ministros de finanças da União Europeia anunciaram € 500 bilhões para um programa de blindagem da moeda e socorro à divida grega que ameaça se expandir pela Espanha e Portugal. O FMI promete mais recursos para o socorro de emergência.
Embora os estragos da crise no Brasil ainda estejam limitados à área financeira, há evidência de que os problemas podem se estender à economia se a turbulência prosseguir. O dólar bateu em R$ 1,85 na sexta-feira, ao mesmo tempo que a Odebrecht recuava na tentativa de captar recursos internacionais.
O Brasil é um dos países com maior atratividade para investimentos e mantém firmes as rédeas da economia, mas não há unanimidade sobre os próximos cenários. Há quem se preocupe até mesmo com uma bolha dos Brics, como o economista-chefe do Pentágono Asset Management, Marcelo Ribeiro. Ele disse ao jornalista Leandro Modé, do Estadão que ‘se a crise relativa às dívidas de países europeus piorar, a bolha dos Brics vai estourar antes do que esperávamos, talvez em 2010 ou, no máximo, no ano que vem.”
Nesta segunda-feira, 10, as principais bolsas Europa abriram em alta de 1,5% a 3% depois do plano de ajuda aos países afetados pela crise ter decolado no final de semana – com a participação do Brasil, confirmada pelo presidente Lula.