
A região metropolitana de São Paulo também registrou queda de 25% no número de mortes de ciclistas no comparativo entre os primeiros trimestres de 2021 e de 2022. A quantidade passou de 24 para 18. Analisando somente o mês de março, o recuo foi de 25%, passando de 12 para 9. A tendência também se estendeu para os óbitos envolvendo ocupantes de automóvel (-15%). Nos primeiros três meses deste ano, foram contabilizadas 58 mortes, contra 68 em 2021. No mês passado, 14 mortes foram registradas e em março de 2021 foram 26.
Também houve queda entre os ocupantes de automóveis. No acumulado, a soma caiu 2,9%, passando de 280 para 272. O número total de acidentes com vítimas também caiu 2,5% no comparativo trimestral – foram 40.279 acidentes registrados no primeiro trimestre de 2022 contra 41.295 em igual período do ano passado.
Os dados vieram do Infosiga, sistema do Governo do Estado que reúne informações sobre sinistros oriundas de diversas fontes, como as polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal. Ele é gerenciado pelo programa Respeito à Vida e pelo Detran paulista. Em nota, as entidades reforçaram que a iluminação em trechos urbanos e o uso de cinto de segurança no banco traseiro reduz os índices de mortalidade, segundo estudos.
O Brasil mata 697 ciclistas por ano, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). De acordo com especialistas consultados por Mobility Now, o problema só vai se resolver com mais fiscalização, diminuição de velocidades e mudanças na infraestrutura que privilegiem a mobilidade ativa, como o ciclismo e a caminhada.