
Um capítulo no pacote de incentivos para infraestrutura dos EUA passou meio que despercebido. Trata-se de uma lei que obriga todos os veículos vendidos no mercado norte-americano a terem um sistema de detecção de embriaguez dos motoristas.
A exigência está prevista no plano de geração de empregos e fomento à infraestrutura e eletromobilidade de US$ 1 trilhão lançado no fim de 2021. E fez que com que as empresas já corram atrás da tecnologia – já que não existe nenhum dispositivo do tipo com produção em série.
Como funciona a detecção de embriaguez
Pela lei, os carros devem ter algum dispositivo passivo de detecção de embriaguez dos condutores, que seria condição para se dar partida no motor. Em uma espécie de bafômetro a bordo, o condutor teria de soprar o equipamento.
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O sistema, então, só liberaria a ignição e a consequente partida do motor caso os níveis de álcool no sangue estiverem dentro do permitido. A Volvo Cars já chegou a desenvolver um cinto de segurança com bafômetro acoplado nos anos 2000.
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Empresas foram pegas de surpresa
Para muitas empresas, a exigência foi uma surpresa. A crença era de que tal legislalão fosse implantada primeiro na Europa.
A japonesa Asahi Kasei, por exemplo, adquiriu uma empresa sueca de olho no mercado europeu. Agora lidera um consórcio com montadoras, fornecedores e agências governamentais para viabilizar o equipamento, cuja exigência nos EUA está prevista para 2026.
“Para ser honesto, acho que a lei pegou todos de surpresa, não apenas nossa empresa, mas todas as montadoras e fornecedores. Todos esperavam que veríamos essa exigência primeiro na Europa”, disse à Automotive News o diretor de mobilidade da empresa nos EUA, Mike Franchy.