O maior aumento do tíquete médio da carta de crédito veio do segmento de duas rodas, cuja elevação do valor foi de 8,1% em junho se comparado com mesmo mês de 2014, de R$ 9,9 mil para R$ 10,7 mil. O encarecimento pode ter sido um dos fatores que provocou a menor procura pelo consórcio de motos: houve queda de 8,2% no volume de estoque do crédito, que somou R$ 6,03 bilhões nos seis primeiros meses do ano, refletindo o menor número de cotas vendidas no acumulado, cuja retração foi de 9,7%, para 543 mil unidades.
O tíquete médio da cota para a compra de veículos leves, que inclui automóveis, utilitários e comerciais leves, também aumentou, mas em menor proporção, de 3,8%, considerando o fechamento de junho, com R$ 40,9 mil. Em um movimento contrário ao segmento de motocicletas, o número de novas cotas subiu 11,3%, passando de 421 mil para 468,5 mil, refletindo o resultado do Festival do Consorciado Comtemplado, considerado positivo por suas idealizadoras: Anfavea, Fenabrave e a própria Abac (leia aqui).
Houve ainda crescimento de 12,8% no volume do crédito dedicado ao segmento durante o acumulado entre janeiro e junho, para R$ 19,9 bilhões. Desses, para atender as contemplações, que cresceram 17,6%, para 257 mil, o sistema de consórcio liberou R$ 10,4 bilhões, alta de 18% no comparativo anual.
“Os bons resultados [do Festival do Consorciado] devem-se ao engajamento das marcas participantes na oferta de condições vantajosas aos consorciados contemplados, verdadeiros clientes ‘classe especial’. Portanto, nossas expectativas por ocasião do lançamento se confirmaram ao longo desses dois meses iniciais de festival”, declarou em nota o presidente da Abac, Paulo Rossi.
Já no segmento de pesados – caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos rodoviários – o crescimento das vendas de novas cotas, de 7,3%, para 23,6 mil unidades, não foi suficiente para aumentar o volume de crédito disponível para os segmentos: uma vez que o número de contemplações caiu 7,6%, para 15,8 mil, caiu também a necessidade de crédito, cujo volume diminuiu 6,3%, passando de R$ 2,35 bilhões no primeiro semestre do ano passado para R$ 2,21 bilhões neste primeiro semestre.
No fechamento de junho deste ano, o valor médio do tíquete aumentou 5,7%, para R$ 166,4 mil; em junho de 2014 este valor era de R$ 157,7 mil.