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Giovanna Riato, AB
Mais de um ano depois de tomar posse da presidência da Anfavea, associação que reúne os fabricantes de veículos, Cledorvino Belini anuncia que o estudo de competitividade prometido pela entidade deve sair no próximo mês. O levantamento é a principal ação do executivo à frente da entidade e será apresentado ao governo para que sejam discutidas soluções.
A pesquisa vem em boa hora, já que o desequilíbrio entre importações e exportações é cada vez mais nítido no mercado brasileiro. Entre 2009 e 2010, a participação dos veículos nacionais cresceu 14%, enquanto os importados avançaram 41%. No no acumulado deste ano, a presença de modelos produzidos localmente caiu 0,7%, enquanto os veículos trazidos de outros mercados registraram alta de 28,5% de participação.
“Se o dólar continuar baixo como está devemos fechar o ano com 25% de participação dos importados”, alerta Belini. O executivo sempre defendeu que o maior problema não está na crescente presença dos modelos internacionais, mas sim em não exportar veículos nesta mesma proporção.
As vendas externas cresceram 13,9% em abril sobre março e 50,7% em relação ao mesmo mês de 2010, para 48.674 unidades. A expansão foi de 9,1% no acumulado do ano, com um total de 168.206 veículos. O número evidencia um saldo negativo de 77 mil unidades, já que foram importados 245 mil veículos no período. “Temos que definir que modelo nós queremos para o País: o de desenvolvedor de tecnologia ou o de exportador de commodities”, questiona Belini.
