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Estudo mostra cidades europeias ainda longe da meta de zerar emissões em 2030

Um novo estudo da ONG Clean Cities Campaign concluiu que nenhuma grande cidade europeia está perto de alcançar a meta de zerar até 2030 as emissões de gases do efeito estufa causadas pela mobilidade. De acordo o relatório final da pesquisa, “todas a cidades analisadas precisam fazer melhoras significativas em várias áreas para ter uma chance de atingir zero emissão na mobilidade até 2030”.
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victor

04 mar 2022

2 minutos de leitura

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Segundo pesquisa, governos federais precisam contribuir com financiamento e metas compulsórias / Imagem: Damon Evans (Clean Cities Campaign)

36 cidades foram analisadas em cinco quesitos: Espaço para pessoas, Ruas seguras, Acesso a mobilidade amigável ao clima, Políticas e Ar limpo. As melhores colocadas foram Oslo, na Noruega, com 71,5% de nota geral, Amsterdã (65,5%), Helsinki (64,2%), Copenhague (62,3%) e Paris (61,9%).

Espaço para pessoas mede a quantidade de áreas para pedestres e ciclovias em comparação com as vias para automóveis. Ruas seguras analisa a quantidade de acidentes envolvendo pedestres e ciclistas. Acesso a mobilidade amigável ao clima leva em conta a oferta e o custo do transporte público e também o acesso a carregadores de carros elétricos. Políticas analisa se há leis em vigor ou planejadas sobre zonas de zero emissão, transição para frota elétrica e afins. Por fim, Ar limpo analisa a concentração de determinadas substâncias tóxicas no ar.

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Entre as conclusões do estudo, é dito que medidas localizadas com a intenção de descarbonizar o transporte podem fazer grande diferença. “Cidades com diferentes contextos, geografias e histórias podem ser igualmente bem-sucedidas em criar as condições para um futuro de mobilidade com zero emissão”, diz o texto. Isso serve como dica para os municípios brasileiros também.

Outro ponto levantado pela pesquisa é a necessidade de criar metas claras para atingir a mobilidade elétrica, ativa e compartilhada em 2030 com cronogramas e métodos bem definidos. O papel dos governos federais também é ressaltado, com a importância de dar poder legal às cidades para que façam as transformações necessárias, além de suporte financeiro – e também estabelecendo metas compulsórias de cortes de emissões.

É justo pensar que, se na Europa apenas uma cidade conseguiu nota acima de 70% nesse ranking, o Brasil se sairia bem pior caso fosse analisado sob os mesmos critérios. Entretanto, o planeta é o mesmo e o aquecimento global é o mesmo para todos. Resta cobrar das autoridades mais ação e menos promessas vazias.