
36 cidades foram analisadas em cinco quesitos: Espaço para pessoas, Ruas seguras, Acesso a mobilidade amigável ao clima, Políticas e Ar limpo. As melhores colocadas foram Oslo, na Noruega, com 71,5% de nota geral, Amsterdã (65,5%), Helsinki (64,2%), Copenhague (62,3%) e Paris (61,9%).
Espaço para pessoas mede a quantidade de áreas para pedestres e ciclovias em comparação com as vias para automóveis. Ruas seguras analisa a quantidade de acidentes envolvendo pedestres e ciclistas. Acesso a mobilidade amigável ao clima leva em conta a oferta e o custo do transporte público e também o acesso a carregadores de carros elétricos. Políticas analisa se há leis em vigor ou planejadas sobre zonas de zero emissão, transição para frota elétrica e afins. Por fim, Ar limpo analisa a concentração de determinadas substâncias tóxicas no ar.

Entre as conclusões do estudo, é dito que medidas localizadas com a intenção de descarbonizar o transporte podem fazer grande diferença. “Cidades com diferentes contextos, geografias e histórias podem ser igualmente bem-sucedidas em criar as condições para um futuro de mobilidade com zero emissão”, diz o texto. Isso serve como dica para os municípios brasileiros também.
Outro ponto levantado pela pesquisa é a necessidade de criar metas claras para atingir a mobilidade elétrica, ativa e compartilhada em 2030 com cronogramas e métodos bem definidos. O papel dos governos federais também é ressaltado, com a importância de dar poder legal às cidades para que façam as transformações necessárias, além de suporte financeiro – e também estabelecendo metas compulsórias de cortes de emissões.
É justo pensar que, se na Europa apenas uma cidade conseguiu nota acima de 70% nesse ranking, o Brasil se sairia bem pior caso fosse analisado sob os mesmos critérios. Entretanto, o planeta é o mesmo e o aquecimento global é o mesmo para todos. Resta cobrar das autoridades mais ação e menos promessas vazias.