logo

abdi

Etanol caminha para transformar-se em commodity

A indústria de etanol deve elevar sua produção e qualidade para transformá-lo em commodity. Essa é a avaliação de Mauro Borges Lemos, diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Durante o Ethanol Summit, que vai até 28 de junho no hotel Grand Hyatt, em São Paulo (SP), Lemos defendeu a elevação do setor ao patamar mundial durante sua participação no painel “Viabilizando o crescimento: medidas de longo prazo para o setor sucroenergético”.
Author image

Redação AB

27 jun 2013

2 minutos de leitura

P_noticia_17340.gif

O diretor da ABDI disse que isso levaria à criação de um produto ao mesmo tempo mais homogêneo, para ser classificado como commodity, e misturável, mantendo o conceito flex, desenvolvido no Brasil. “Somente dessa maneira se conseguirá competir com os combustíveis fósseis”, disse.

A elevação da produção de etanol implicaria a instalação de novas usinas “greenfield” no jargão do setor, preferencialmente no interior, gerando impacto positivo em novas comunidades. Para Marcos Neves, professor da Universidade de São Paulo – Campus Ribeirão Preto, isso seria na prática a interiorização do desenvolvimento e da atividade econômica.

Neves apresentou um estudo sobre os impactos de duas novas usinas de cana-de-açúcar na cidade de Quirinópolis (GO), instaladas em 2006. Em 2005, o número de empregos na cidade era de 5 mil, passando para 11 mil em 2011. A arrecadação de impostos também cresceu. Goiás, que em 2005 recolhia R$ 8 milhões em Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), passou para R$ 24 milhões seis anos depois. Já a fazenda municipal arrecadava em Impostos Sobre Serviços (ISS) R$ 900 mil em 2005 e passou a recolher R$ 9 milhões seis anos depois. “Sem queda na produção de alimentos”, assegurou Neves.