|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
Vai operar em 2012 a primeira unidade de produção de etanol celulósico em escala comercial, em Crescentino, na Itália. A planta, resultado de parceria entre a Novozymes A/S, que domina o mercado mundial de enzimas, e a Mossi & Ghisolfi Group (M&G), indústria química italiana especializada em resinas para embalagens de alimentos, terá capacidade para produzir 50 milhões de litros por ano.
O produto é produzido a partir de restos agrícolas, como bagaço de cana-de-açúcar, palha de milho, palha de trigo ou lascas de madeira. A unidade foi desenhada para operar com diversas matérias-primas e será autossuficiente em termos energéticos: a lignina, um coproduto extraído da biomassa durante a produção do etanol, será queimada em uma planta anexa para gerar eletricidade.
“A planta prova que o etanol celulósico pode ser produzido de forma sustentável, mas as pesquisas não param por aqui. Estamos avaliando substitutos biotecnológicos para toda uma gama de produtos químicos e petroquímicos”, disse Vittorio Ghisolfi, presidente da M&G. Já Poul Ruben Andersen, diretor de marketing no setor de bioenergia da Novozymes, garante que biocombustíveis obtidos a partir de biomassa lignocelulósica não são mais um sonho distante: “A tecnologia está pronta e as plantas industriais produzirão em escala comercial, oferecendo uma alternativa convincente à gasolina”, disse.
A Novozymes, um dos líderes mundiais em bioinovação, mantém uma fabricante de enzimas industriais em Araucária, no Paraná. Já a M&G é a maior produtora de resinas PET para embalagens do mundo, com operações industriais em São Paulo (Paulínia e Indaiatuba), Minas Gerais (Poços de Caldas) e Pernambuco (Cabo e Porto de Suape).