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Foto: Mariângela Simões, do MRE, defende o biocombustível brasileiro.
Mário Curcio, AB
Como outros palestrantes deste dia 7 no Ethanol Summit, Mariângela Rebuá Simões, diretora geral do departamento consular do Ministério das Relações Exteriores, também se colocou a favor da utilização do álcool combustível: “O etanol é um vetor importante no desenvolvimento sustentável.” Mariângela lembrou, porém, que essa vantagem já nos cria problemas além das fronteiras: “Uma discussão internacional tem apontado que destruímos a Amazônia para produzir combustível.” Sobre o campo das pesquisas, Ela recorda que o Brasil já faz parceria a fim de desenvolver bioquerosene para aviação a partir da cana-de-açúcar: “Não vamos fornecer apenas matéria-prima nesse caso.”
O presidente do Instituto de Bioenergia (JBEI), Jay Keasling, visita o Brasil há vários anos para conhecer o processo de produção de álcool e recordou que os Estados Unidos desenvolvem essa tecnologia a partir de biomassa. “Trabalhamos para melhorar alguns vegetais para que se tornem mais eficientes. Da forma como são hoje, elas produzem pouco álcool e geram muito bagaço por ter células pequenas, mas com membranas muito espessas. E esse bagaço gera mais energia quando queimado.”
O diretor de sistemas sustentáveis da Scania, Jonas Strömberg, recordou em sua apresentação que o sistema de transporte atual “é viciado em petróleo e que esse produto está acabando e obrigando ao uso de óleo cada vez mais caro e mais poluente também”. Em sua apresentação, ele falou da experiência da Scania no uso de etanol em veículos pesados com motores ciclo diesel, e destacou que os biocombustíveis são a forma de energia mais adequada, pois as tecnologias elétrica e híbrida são pouco eficientes para veículos de grande porte.
O diretor de negócios internacionais da Syngenta, Robert Berendes, ressaltou que o Brasil produz o etanol economicamente mais viável do mundo, mas o que vivemos é apenas um começo: “Há muito que fazer pela produção de combustíveis. No futuro, teremos de melhorar a eficiência no plantio, na produtividade, na quantidade de energia produzida por vegetal, reduzir a energia gasta para produzir e acelerar o ciclo de produtividade das plantas.”