No produto, intervenções amplas. Motores 1,3 e 1,5 litros agora nacionais, dispensam o tanquinho de álcool para partida, e construídos em nova usina, em Porto Feliz, SP, centro-oeste do estado, a 120 km de São Paulo e a 20 de Sorocaba, onde está a fábrica do Etios.
Bloco e cabeçote em alumínio, duplo comando,16 válvulas e sistema de abertura e fechamento de acordo com a demanda, o Dual VVT-i, quatro cilindros, dianteiros, transversais, revisados para a geração Brasil. Ganharam mais potência e torque. Parece, a Toyota absorveu tecnologia para obter melhores resultados com o uso de álcool. Com ele, o pequeno engenho 1,3 produz 98 cv e 12,8 kgmf de torque; 1,5 litro, 107 cv e 14,4 kgmf. Com gasálcool tais medidas são 88 e 12,3, ganho de 9%. No motor 1,5, 102 e 14 quilos de torque, 11% a mais. Na primeira experiência neste setor com o Corolla, dados eram iguais nos dois combustíveis.
Transmissão mecânica evoluiu. Agora são seis velocidades, utilizando relação de diferencial mais longa. Na prática consegue-se mais rendimento, reduz consumo, torna-o mais agradável ao uso em estradas. Para atender demanda e instigar novos compradores chegando a esta faixa, aplicou-se antiga transmissão automática de 4 velocidades a ambos os motores. É o único senão das intervenções, câmbio é antigo, pobre, sem recursos. Mecânica revista e atualizada, com assistência elétrica para direção, reacerto geral em suspensão através de novas molas e amortecedores para melhorar a rolagem.
Mais
Implementou o conteúdo, tornando-se o mais equipado na categoria. Nestes dias, quando o mercado dá mais importância aos periféricos de conectividade que ao automóvel em si, tornou o Etios o mais equipado da classe. Isto explica painel de instrumentos digital, tela de quase 10 cm; sistema de áudio reproduzindo arquivos MP3 Bluetooth, entrada USB, outras facilidades, além de função no computador de bordo capaz de, alimentado com o preço do combustível, oferecer valor final gasto.
Em conforto, melhorou o isolamento termo acústico para melhor isolar cabine e meio ambiente.
Referência importante, contém cinto de segurança com três pontos e apoio para cabeça a todos os passageiros, e fixador Isofix para cadeira infantil. O Etios foi o primeiro compacto do país a obter quatro estrelas de proteção aos passageiros frontais nos testes da Latin NCAP.
Garantia de 3 anos e custo de revisões no período de R$ 2.400.
Vendas a partir de 28 de abril. Se buscas bom negócio, barganhe para comprar versão ora substituída, ainda encontrável nos revendedores. Dependendo da diferença de preço valerá a pena.
Quanto custa o Toyota Etios 2017:
HATCHBACK
• X 1.3 MT: R$ 43.990
• X 1.3 AT: R$ 47.490
• XS 1.5 MT: R$ 48.995
• XS 1.5 AT: R$ 52.495
• XLS 1.5 MT: R$ 53.895
• XLS 1.5 AT: R$ 57.395
• Cross 1.5 MT: R$ 57.395
• Cross 1.5 AT: R$ 60.895
SEDÃ
• X 1.5 MT: R$ 48.495
• X 1.5 AT: R$ 51.995
• XS 1.5 MT: R$ 51.695
• XS 1.5 AT: R$ 55.195
• XLS 1.5 MT: R$ 56.795
• XLS 1.5 AT: R$ 60.295
Brasil. Mercedes ultrapassa os 60
Mercedes-Benz inicia o ano de comemorações de seis décadas instalada industrialmente no Brasil. Chegou antes, em 1951, no Rio de Janeiro, por representante bem articulado e bem assistido. Vendas de veículos, a conquista do mercado carioca de lotações – micro-ônibus – para transporte mais rápido, e elevados lucros, instigaram a marca a associar-se à operação e, após, adquirir as ações às herdeiras do sócio. Implantou a atual fábrica no município de São Bernardo do Campo, em pequena fazenda, com um dos lados beirando a então recém-inaugurada pista descendente da Via Anchieta, ligando o Planalto Paulista ao porto de Santos.
Foi uma das autoras da mudança de perfil da pequena São Bernardo. A posição geográfica entre o porto e o maior mercado haviam atraído outras montadoras de veículos. No setor ali estavam as pioneiras Brasmotor, montando Volkswagens e produtos Chrysler; Varam, com montagem sucessiva de norte-americanos Nash e depois Fiat; em instalação paralela a Willys-Overland. No mais, chácaras e cerâmicas. A chegada alavancou a mudança do perfil da cidade.
A chegada da Mercedes constitui-se verdadeiramente na factibilização da indústria automobilística brasileira. Àquela época pouco havia de definições quanto a produzir itens de mobilidade. De todos os operadores no setor – Ford, GM, International por si só; Chrysler por representante; VW dividindo montagem com a Brasmotor; Vemag montando Studebakers; Varam, bem instalada entretanto mudando de parceiros; e Willys surgindo em sociedade com distribuidores –, nenhum possuía operação verdadeiramente imbricada com o país. Não faziam seus motores ou peças de maior elaboração tecnológica, mas apenas montagem de componentes importados, tentavam nacionalizar alguns componentes, induzir criar uma indústria de autopeças. Na prática a operação brasileira de todas as marcas era operação superficial, sem nacionalização.
A Mercedes mudou isso e, em meio à aura de renovação política, da chegada de Juscelino Kubitschek ao poder, fez desafio e encomenda a grande empresa de fundição, a Sofunge: queria fazer motores no Brasil.
Desafio grande. Tais unidades não eram feitas na América do Sul, ante a malévola alegação de interessados em manter o país subdesenvolvido, que o calor tropical influenciaria negativamente na fundição dos blocos, dando-lhe pouca resistência e estrutura. A encomenda da Mercedes foi desafio e surpresa geral quando, ao fim de 1955, anunciou a fundição do primeiro bloco – levando JK, ainda não empossado, para fazer verter o metal líquido sobre os moldes de produção.
A ação mudou o desenho de implantação da indústria. Quando da posse de JK na Presidência da República logo após, e a divulgação das providências para atrair marcas interessadas em fabricar caminhões, tratores, ônibus, jipes e automóveis no país, a grande referência do projeto e sólido argumento do governo era ter aqui a Mercedes fazendo motores. Serviu de atrativo e de provocação às marcas já instaladas a seguir o exemplo e produzir seus motores, em vez de traze-los das matrizes.
Outro pioneirismo foi produzir os ônibus monobloco, muito mais confortáveis, e a coragem de produzir o automóvel Classe A, o melhor dotado dentre todos os nacionais.
Empresa hoje opera em três grandes fábricas: São Bernardo do Campo, SP; e Juiz Fora, MG, produzindo caminhões. E Iracemapolis, SP, em recém-inaugurada operação para fazer automóveis.

Eleito, em fins de novembro de 1955,
Juscelino Kubitschek na fundição do
primeiro motor brasileiro, o
Mercedes-Benz pela Sofunge
Roda-a-Roda
Mais SUV – Segmento sem crise e expansão mundial, motivou os fabricantes de supercarros a participar dele. Maserati apresentou à imprensa seu modelo Levante. Vendas em maio, após gestação de 13 anos! Antes chamava-se Kubang.
Pra valer – Maserati quer fazer do Levante seu modelo mais vendido, equivalendo à metade da produção. Pra barato não serve, surgindo a US$ 72 mil em versão com 350 cv e 430 cv a US$ 83 mil. Apesar da presença de SUVs de marcas famosas como Bentley, foco do Levante é o Porsche Cayenne.
Começou – Sempre adiado, dia 19, segunda-feira, saiu da fábrica de Cassino, Itália, o primeiro Alfa Romeo Giulia, versão de topo da linha, ferramenta para a marca voltar ao mercado. Preço mundial, sedã esportivo com motor V6 de base Ferrari, US$ 70 mil. Sem perspectivas de chegar ao Brasil.
Freio – Terremoto na cidade de Kumamoto, Japão, atingiu 6,4 a 7,3 graus na escala Richter, responsável por morte de 42 pessoas, destruição de edifícios, estradas, pontes, infraestrutura urbana. Ante danos Toyota, Honda e Nissan detiveram produzir automóveis. Prazo curto, uma semana.
Padrão – Jaguar Land Rover apoia iniciativa dos países da União Europeia pela padronização da tecnologia empregada aos carros autônomos. Facilitará interconectividade entre marcas, produtos e controle oficiais, reduzirá possibilidades de erros – e acidentes.
Compass – Leitor da Coluna viu aqui, em antecipação mundial, o nome do terceiro produto da fábrica da FCA em Pernambuco. Substituirá dupla Patriot e Compass, e deste ficará com o nome. É utilitário esportivo de tamanho superior ao Renegade, e tamanho assemelhado ao do Hyundai ix35.
Novembro – Seria mostrado no Salão de Nova York, mas leve despriorizada no projeto postergou apresentação. Agora no Salão Internacional do Automóvel em São Paulo, novembro. Estrutura mecânica igual ao do Renegade e Fiat Toro, tipo motor otto, flex 1.8, e diesel 2.0, transmissões automáticas.
Jeep – Linha Jeep é a de maior demanda e lucratividade sob o guarda-chuva da FCA. Acaba de inaugurar fábrica na China, com o Renegade, e Compass deve seguir o mesmo caminho, feito na Itália, Índia e China. Utiliza o atualizadíssimo processo de World Class Manufacturing, no qual o presidente da FCA no Brasil, Stefen Ketter, é doutor. Também fará picape Jeep, em criação.
Sinal – Ford abriu lista de pré-venda para seu novo esportivo Ford GT e em uma semana obteve mais de 8 mil inscrições, aceitas até 12 de maio pelo sítio www.fordGT.com. Empresa esperava vender 7.000 a capacidade de produção anual de sua fábrica, mas demanda superou em muito a expectativa.
Partes – É a bandeira de tecnologia da marca, motor da série EcoBoost, tecnologias de última geração. Preço em US$ 400 mil. Não será importado pela operação local. Quem quiser, contrate-a com importador privado.
Atraso – Planos da Kia para iniciar importar do México seu modelo Rio lançando-o às vésperas dos Jogos Olímpicos, em agosto, RJ, sofrem adaptação. Trará unidades da Coreia para aproveitar a data. Mas importação sem pagar impostos, apenas a partir de outubro.
Rio – Nissan fará apresentação estática do Kicks, SAV sobre a plataforma do March, dia 2. Quer tê-lo como carro oficial dos Jogos Olímpicos, obtendo enorme divulgação.
Pra fora – BMW anunciou exportar 10 mil unidades do novo modelo X1, feito em Araquari, SC, ao mercado norte-americano. Boa declaração de qualidade, boa solução para incrementar vendas. Contratará 300 pessoas para a operação.
Pra baixo – Depois do HR-V, segundo mais vendido na misturada em seu segmento, Honda prepara o WR-V. Será menor – mesmo usando a plataforma de HR-V, Fit e City – com motor 1.5. No Salão do Automóvel, novembro.
Mais – No mesmo Salão, concorrente de mesmo porte pela Renault.
Negócio – Para aumentar faturamento em meio aos prejuízos da gestão partidária, Correios venderão cotas da BB Consórcios, associada ao Banco do Brasil. Quer dispor do serviço em 3.200 agências até o fim do ano. Fórmula de autofinanciamento, consórcio cresceu 14% ano passado.
Sai – Nova área expositiva abrigando o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo será inaugurada dia 26. Investimento do grupo francês GL, promete novidades como ar-condicionado, estacionamento coberto, auditório. Fica próxima à Rodovia dos Imigrantes.
Melhor – Deve funcionar bem, pois é coisa com dono. No caso do Parque do Anhembi, empresa pública, falhas operacionais gritantes e sem reparos.
Joia – Skoda, a marca tcheca da VW com design atrevido, levou ao Salão de Pequim sua criação com a Preciosa, de cristais: pequenos cristais incrustados nas rodas em liga leve e no emblema.
Ecologia – Câmara Baixa do Parlamento holandês aprovou proibição de licenciamento de veículos movidos por gasolina e diesel a partir de 2025. Proposta seguirá à Câmara Alta, tipo Senado.
Mais – No pacote, proposta ao governo para investir mais na estrutura para viabilizar os carros autônomos, forma de organizar o trânsito.
Antigo – Hillary Clinton, candidata a candidata nas próximas eleições presidenciais dos EUA, tem antigo carro seu à venda. Oldsmobile Cutlass Ciera, 1986, com 33 mil milhas – uns 50 mil km.
Culturas – Como registro de costumes, carro era dela, mas o motorista da Casa Branca usava para as missões da antiga Primeira Dama. Costumes diferentes. Aqui teria uma frota de carros e uma leva de serviçais – e cartão corporativo.
Comparativo – Mike Lawn, então motorista, adquiriu o carro, deu-o à filha recém-habilitada, que refugou: vidros acionados por manivela, estilo dúbio… Quer US$ 8.700 – uns R$ 28 mil. Se eleita valerá mais.
Retífica RN – Coluna passada, focando o novo Hyundai 1.0 turbo, comparou diferença de preço com versão aspirada e com o VW up! TSI, usuário do equipamento. Entre os VW R$ 4 mil, não R$ 3 mil como dito.
Queda – Em meio à valorização mundial dos veículos antigos, Cadillac séries 75, limousine, 1951, utilizado pelo casal Perón quando conduzindo a Argentina, e depois pela família Fangio, perde valor.
Sequência – Mandado pela família Fangio a leilão pela britânica Silverstone Auction em setembro de 2014, esperava-se batida de martelo entre US$ 340 mil e US$ 440 mil. Lances empacaram em US$ 230 mil – e a família entregou-o.
Recente – Há três semanas outra casa inglesa, a Bohmans, apresentou-o em leilão em Goodwood, estimando obter entre US$ 130 mil e US$ 173 mil. Lances frearam em 123 mil dólares, aceitos pelo vendedor. Micou.