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Etiquetagem atingirá 73 modelos em 2011

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Redação AB

05 nov 2010

3 minutos de leitura

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Marcelo de Paula

Não vai demorar muito para que os consumidores possam comprar seus veículos com base não só no preço, modelo e itens de série, mas também na eficiência de consumo, a exemplo do que já acontece com eletrodomésticos. O PBE Veicular (Programa Brasileiro de Etiquetagem), implantado pelo Inmetro em parceria com o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), está em seu terceiro ano e já conta com a adesão voluntária de seis montadoras, que vão participar com a inclusão de 73 modelos em 104 versões.

O programa foi implantado em 2008 com 31 modelos e cinco montadoras. Como a participação é voluntária, elas ainda não são obrigadas a colar a etiqueta com informações sobre a eficiência do modelo exposto na concessionária. Os carros recebem classificação de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente), e são separados por categoria (popular, sedã médio, etc). Nesta terceira fase, o PBE contará com a participação da Ford, cujos modelos se juntam aos da Fiat, Kia, Volkswagen, Renault e Toyota.

Não há prazo definido para que o uso da etiqueta seja obrigatória. O que se pretende no momento é fazer uma revisão dos requisitos de avaliação da conformidade em 2011, nacionalizar a metodologia de ajuste de consumo e unificar o PBE Veicular com o programa Nota Verde, do Ibama, que aponta a eficiência na redução de emissões.

A expectativa é de que, ao se tornar comum nas revendas, a etiqueta mude os padrões de consumo, assim como acontece com eletrodomésticos. “Hoje de 70% a 80% das decisões de compras de produtos elétricos são tomadas com base na etiqueta. Acreditamos que isso seja replicado para o mercado de carros”, disse Fábio Ferreira Leal, pesquisador-tecnologista em Metrologia e Qualidade, do Inmetro, durante o seminário “Emissões Veiculares e Meio Ambiente”, promovido pela Anfavea nesta sexta-feira, 5, em São Paulo.

Segundo Leal, os ensaios para verificar o consumo dos veículos são rigorosos e envolvem testes em laboratório e em campo. “Estudamos a viabilidade técnica de implantar um PBE de pneus para verificar níveis de ruído, aderência em pista e impacto no consumo do veículo”, disse.