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Etiquetagem veicular avança à terceira fase

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cria

04 nov 2010

4 minutos de leitura

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Foi apresentado nesta quinta-feira, 4, no Salão do Automóvel de São Paulo, o terceiro ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, cuja novidade é a adesão da Ford para 2011, que se junta à Fiat, Kia, Volkswagen, Renault e Toyota, presentes nos anos anteriores. Três dos 73 modelos etiquetados são lançamentos, sendo um híbrido.

A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia informa a classe de eficiência energética dos veículos, comparando os modelos dentro categorias específicas: subcompactos, compactos, médios, grandes, carga derivado, comercial leve e fora-de-estrada.

O programa é conduzido pelo Inmetro — Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, em parceria com o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet).

Houve melhora de 3% no nível geral de consumo de combustível dos modelos inscritos, com destaque para a categoria de compactos (3,6%) e para a categoria de subcompactos (2,9%). Outra novidade é a constatação da evolução tecnológica impulsionada pelo PBE Veicular. De 2010 para 2011, 14 modelos melhoraram suas performances segundo os critérios avaliados, ou seja, 21% dos modelos participantes registraram evolução tecnológica.

“O objetivo da etiqueta é oferecer mais um atributo para a decisão de compra, com a declaração de consumo de combustível na etiqueta”, ressalta Marcos Borges, coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro.

O gerente de suporte ao Conpet, Lucio Cesar de Oliveira, esclarece que são considerados mais eficientes os automóveis que, nas mesmas condições, gastam menos energia em relação a seus pares, consumindo menos combustível. Para comparar veículos que usam combustíveis diferentes, os valores de consumo verificados em álcool e gasolina são convertidos em joule, unidade que mede a energia.

Novos modelos podem ser declarados no programa, porém em tabela à parte. Os dados também ficam disponíveis na tabela publicada nos sites do Inmetro (www.inmetro.gov.br) e do Conpet (www.conpet.gov.br).

Participantes

O PBE Veicular foi lançado em novembro de 2008, no Salão do Automóvel, em São Paulo, pelo Ministro do MDIC, Miguel Jorge. A primeira fase contou com a participação de cinco montadoras, que inscreveram 31 modelos de veículos. O segundo ciclo, lançado em dezembro de 2009, teve seis montadoras com 67 modelos, que já correspondiam a 50% do volume de vendas do mercado nacional.

O PBE Veicular conta com o apoio do MDIC e tem a participação do Ministério de Minas e Energia; da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo; do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras. A indústria automobilística é representada pela Anfavea e Abeiva.

Voluntário

O PBE Veicular ainda é voluntário e renovável a cada ano pelos fabricantes e importadores. De acordo com o regulamento, o fornecedor deve informar os valores de consumo energético de, no mínimo, 50% de todos os seus modelos de automóveis zero km previstos para comercialização no período, podendo optar por fixar ou não a etiqueta em um dos vidros do automóvel. Isso corresponde a mais da metade da frota oferecida ao mercado, em volume de vendas.

As informações referentes à ENCE devem constar obrigatoriamente do manual do proprietário e nos pontos de venda. A iniciativa inseriu o Brasil na lista dos países que desenvolvem programas em prol da eficiência energética veicular, como Estados Unidos, Japão, Austrália, China, Canadá e nações da União Europeia.

Outra informação apresentada pela Etiqueta Veicular são os valores de referência da quilometragem por litro, na cidade e na estrada, com diferentes combustíveis. Os dados são obtidos a partir de medições de consumo em laboratório, conforme norma NBR 7024, com o uso de combustíveis-padrão brasileiros e com a adoção de ciclos de condução pré-estabelecidos. Na prática, os automóveis que obtêm melhor resultado em laboratório, em iguais condições, apresentam melhor desempenho nas ruas e estradas.