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EUA: autopeças sobrevivem, mas ainda preocupam

Análise do jornal The Wall Street Journal de 28 de dezembro indica que fornecedores de autopeças americanos (muitos com operações no Brasil e outros países) escaparam das previsões de quebradeira no setor com rápidas reestruturações e ajuda do governo. Há, também, perspectiva mais positiva de vendas em 2010.
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29 dez 2009

2 minutos de leitura

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De acordo com o artigo, a TRW Automotive acaba de captar US$ 400 milhões, um feito difícil de imaginar tempos atrás. A Lear se reorganizou a partir de uma concordata, enquanto a Dana cortou custos e paga suas dívidas, prevendo lucro para 2010.

A American Axle renegociou dívidas, conseguiu novos pedidos e afirma que já pode gerar lucros, mesmo que as vendas de automóveis nos EUA em 2010 alcancem apenas 11 milhões de carros e picapes.

A Grant Thornton International, consultoria especializada em reestruturação, previu em março que quinhentos fornecedores corriam alto risco de fechar. Quatorze entre os maiores entraram em recuperação judicial. Mais de 40 fabricantes menores buscaram proteção judicial e dezenas de outros fecharam as portas discretamente em caráter definitivo. A Visteon ainda está se reestruturando sob a proteção do tribunal de concordatas.

Antes de pedir recuperação judicial a GM antecipou pagamentos a fornecedores, o que ajudou empresas carentes de caixa. Nos últimos meses começou a pagar os fornecedores de materiais semanalmente em vez de mensalmente, tentando ajudá-los a manter o fluxo de caixa e continuar de portas abertas.

A GM também informou que deixaria os fornecedores reter uma parte maior da economia gerada nas reduções de custos aprovadas.

Para o jornal, mesmo com os avanços financeiros o setor de autopeças enfrentará 2010 como um ano de desafiador.